Telemedicina

Telemedicina: como aplicá-la?

Uma das novas tendências tecnológicas é a telemedicina, que tem como objetivo facilitar a comunicação e troca de informações entre médicos generalistas e especialistas, com o principal objetivo de prescrever um melhor tratamento e garantir mais suporte ao paciente.

Embora pareça uma questão fácil de ser resolvida, deve-se ter em mente que há um complexo universo, com variedade de dispositivos e meios tecnológicos. Além disso, existem regras éticas impostas pelo Conselho Federal de Medicina, que precisam ser respeitadas.

Cabe aos médicos e profissionais de saúde e gestão conhecer a aplicabilidade da telemedicina, bem como compreender suas “regras”.

A seguir, saiba todos os detalhes a respeito do assunto!

Aspectos éticos

Nada substituirá o atendimento médico presencial, que envolve uma anamnese completa e exame físico. Porém, uma “segunda opinião” pode existir quando se tratar de casos complexos e difíceis resoluções, e neste sentido entra a telemedicina.

Há uma regulamentação do CFM em aberto para legalizar consultas e diagnósticos online, ainda que existam regras e requisitos a serem
cumpridos. Por exemplo, os médicos só podem atender pacientes com quem já possuem vínculo.

Aplicabilidade da telemedicina

Afinal, em que a tão famosa e comentada telemedicina poderá auxiliar pacientes, médicos e demais profissionais de saúde? A seguir, conheça a sua aplicabilidade!

1) Teleassistência

É uma forma de médicos se comunicarem entre si, principalmente generalistas com especialistas. O diálogo pode ocorrer via ferramentas da internet, no sentido de discussão de caso, diagnóstico e possibilidades terapêuticas.

Geralmente ocorre no momento da consulta, e além de proporcionar mais bem-estar e saúde ao paciente, minimiza as chances de erro na conduta.

Para que isso seja possível, é preciso que se tenha uma equipe pré- estabelecida e uma ferramenta (ou software) de qualidade para permitir tal comunicação.

2) Teleconsulta

Você já pensou que seus pacientes podem realizar consultas formais via redes sociais ou outros veículos próprios? Isso já é possível, embora seja necessário que o paciente tenha vínculo com tal médico. Além desta, muitas outras regras e questões éticas precisam ser respeitadas!

Mas já se sabe que tal possibilidade facilita o trabalho dos médicos e também colabora com a saúde dos pacientes, no sentido de medicar
condições de menor gravidade, alterar doses de medicamentos, dentre outros pontos que não exigem uma avaliação clínica mais completa e apurada.

3) Emissão de laudos

Imagine médicos e profissionais que trabalham em cidades do interior, as quais muitas vezes não contam com especialistas, ou onde não há profissional capacitado e habilitado para dar laudos e diagnósticos em exames.

Neste momento, a telemedicina torna-se útil para que possíveis exames sejam enviados a profissionais especialistas, bem como a história clínica do paciente e outras dúvidas que existirem.

Na maior parte dos casos, o médico responsável pela resposta “virtual” é um especialista da área, e consegue laudar o exame com as informações dadas a distância.

4) Reavaliações

Algumas “reconsultas” podem ser realizadas utilizando-se da telemedicina. Para exemplificar, imagina-se um paciente que realizou determinado procedimento cirúrgico, e retornou para a realização da consulta de pós-operatório.

Neste momento, o médico precisou solicitar um hemograma para, por algum motivo, avaliar a presença de anemia. Sendo assim, torna-se mais fácil para o paciente e médico o envio da foto com o resultado do exame. Se normal, dispensa-se a consulta “presencial”.

Com isso, além de eliminar a necessidade do paciente se deslocar até o consultório, o médico também ganhará tempo e terá a oportunidade de atender outro paciente.

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5) Monitoramento de condições crônicas

Algumas doenças, principalmente as crônicas (como hipertensão arterial) podem ser monitoradas “à distância”. Obviamente, para que isso seja possível, muitas regras deverão ser seguidas. Mas, já se sabe que alguns questionamentos e orientações rápidas podem ser respondidos utilizando a telemedicina.

Retomando o paciente com HAS, é possível que ele envie ao seu médico a aferição das pressões arteriais, para que seja avaliada a necessidade de consulta médica ou se pode ser feita alguma modificação simples.

Portanto, cabe aos médicos e demais profissionais da saúde buscarem a inserção em meios tecnológicos e na própria telemedicina, para agilizar as tarefas do dia a dia e melhorar o atendimento prestado aos pacientes.

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