2016-08-02

A sustentabilidade da saúde no Brasil

Que a qualidade da saúde no Brasil não está muito boa não é exatamente uma novidade. Vemos através da mídia todos os dias o descaso com um sistema que deveria estar muito à frente do lugar onde se encontra. Para complicar um pouco mais, a conta entre o que é investido hoje pelos governos e o valor considerado ideal não fecha. Para que o sistema funcione adequadamente, mesmo num quadro de crise na economia, é preciso que exista uma sustentabilidade. Mas, como chegar lá?

Melhor prevenir do que remediar

A sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro passa diretamente pela falta de infraestrutura básica em muitas regiões do país. Se houvesse um saneamento básico correto em todo o território nacional, haveria uma economia significativa em virtude da diminuição dos atendimentos causados por doenças decorrentes desse problema.

Um cenário sustentável passa pela realização de campanhas de prevenção de doenças. A dengue e outras mazelas transmitidas por vetores como o mosquito causam um rombo enorme à economia brasileira cada vez que um novo surto ou epidemia acontece. O problema é tão grave que afeta até mesmo o futuro de outros departamentos como o turismo, prejudicado pela imagem ruim que essas doenças trazem ao país.

Campanhas informando sobre os malefícios de drogas, ilícitas ou não, também ajudam na prevenção desse tipo de prevenção. A educação é sempre a melhor forma de prevenir problemas de saúde, seja a curto ou a longo prazo. Pessoas mais conscientes são capazes de evitar problemas de saúde muito melhor do que pessoas mal instruídas. Um caso muito simples é o relativo à gravidez. A mortalidade infantil brasileira caiu significativamente quando campanhas de conscientização fizeram com que as grávidas controlassem com maior cuidado o período pré-natal.

 

Rede particular sobrecarregada

A falta de sustentabilidade da saúde pública levou muitas pessoas a aderir ao sistema privado de saúde. Apesar de operar de forma mais equilibrada que o sistema público, essa sustentabilidade vem sendo cada vez mais ameaçada por dificuldades impostas pelos governos e pela economia em si. Um futuro onde o colapso desse sistema aconteça não seria nada absurdo de se prever.

As regras duras, porém necessárias, impostas pelo governo às operadoras de planos de saúde tornou sua sustentabilidade uma tarefa bastante complicada. Os custos de equipamentos, instalações e mão de obra são altos, e a situação da economia brasileira se tornou um complicador para que essas empresas se equilibrem e ainda prestem um serviço satisfatório para seus usuários. A consequência desse quadro é que o número de reclamações por parte de pacientes vem aumentando sucessivamente nos últimos anos e não existe perspectiva de uma mudança drástica no futuro.

A tecnologia como aliada

A área médica vem passando por uma transformação, se adaptando para atingir a tão sonhada sustentabilidade. Num passado não muito longínquo, ainda se utilizava papel e caneta para quase todos os registros hospitalares. A informatização é o futuro para melhorar os processos e atingir uma maior eficiência no atendimento.

Modernos sistemas de gerenciamento e o uso cada vez maior da internet são as tendências para o futuro, tanto na esfera pública quanto na privada. A economia proporcionada pela adoção dessas práticas pode ser a solução para que essas estruturas em breve estejam funcionando. Essa mesma tecnologia pode, e deve, ser usada para capacitar profissionais da área de saúde e para aumentar o acesso às facilidades para um número cada vez maior de pessoas.

A adoção da moderna tecnologia se estende ao governo e aos seus órgãos responsáveis por controlar a saúde. Estando eles em sintonia com o que acontece em cada hospital ou posto de saúde no país, é possível entender como os recursos estão sendo utilizados e trabalhar para aproveitar melhor esses recursos. A economia gerada é a solução para manter não só a sustentabilidade, mas também para permitir que melhorias sejam sugeridas e implementadas no futuro.

Há um longo caminho a ser percorrido e ele passa por uma estrada onde o conhecimento é o mais importante. Profissionais da saúde, funcionários ligados ao governo e toda a população precisam ser envolvidos para que haja uma possibilidade real de melhoria.

Não espere apenas que o governo faça a parte dele. Busque informações, conhecimento, conscientize as pessoas próximas a você para fazerem o mesmo e termos um futuro de sustentabilidade na saúde.

O que você acha do uso da tecnologia como aliado para um sistema de saúde mais sustentável? Como vê o futuro no atendimento médico em nosso país? Deixe aqui seu comentário!


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