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Será que o big data vai dominar o mundo um dia?

No Brasil, negócios de saúde e logística são pioneiros no uso da nova solução tecnológica

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Big data nada mais é que um termo popular utilizado para descrever conjuntos de dados muito grandes e/ou complexos que só podem ser capturados, analisados e compartilhados com o uso de softwares avançados e combinados de maneira inteligente, para estes fins.

Apesar de já ter se tornado um jargão entre profissionais de tecnologia, só de dois anos para cá o big data está se tornando um assunto recorrente em rodas de negócios de variados setores, no Brasil. E é nítido o destaque de colaboradores e suas respectivas organizações que já conseguem compreender a importância do big data para o crescimento de seus negócios.

A procura por profissionais com expertise em big data cresceu 123% em todo o munBarack Obamado, no último ano, de acordo com a Wanted Analytics, uma das empresas de análise de sites mais respeitadas internacionalmente. E um grande fomentador deste mercado inovador é o presidente dos EUA, Barack Obama, que recentemente criou uma secretaria de serviços digitais, para lidar com a quantidade absurda de dados que o governo americano produz diariamente. Durante o evento de computação “Strata + Hadoop World” realizado na Califórnia, no início deste ano, Obama destacou o valor do big data para o setor de saúde, uma das prioridades de seu governo.

Esta realidade começa a se apresentar no Brasil por meio da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), que desenvolveu no primeiro semestre deste ano um manual com diretrizes de Tecnologia da Informação (TI) para a criação do Hospital Digital, destacando a importância da captura, armazenamento, análise e compartilhamento de dados de pacientes para a evolução da saúde no Brasil, tanto para um melhor atendimento quanto para novas descobertas científicas que possibilitem a erradicação e a prevenção de doenças, assim como tratamentos cada vez mais eficazes e mais baratos.

Segundo Rodrigo Pan, Coordenador de desenvolvimeBig Datanto de software da Gtt Healthcare, empresa catarinense que oferece soluções em autoidentificação para a automatização de processos hospitalares, “de fato o big data é o grande aliado para que hospitais e outras organizações de saúde possam alcançar melhores resultados, adequando-se às exigências do mercado do futuro”. E completa: “o verdadeiro desafio não é acumular o maior número possível de dados, mas sim descobrir como dar o melhor tratamento para as informações, tornando-as acessíveis e inteligíveis, de modo que possam oferecer conhecimento”.

Se o big data vai mudar o mundo um dia, ainda não se sabe, mas seu progresso exponencial atesta a famosa frase de William Edwards Deming, célebre estatístico norte-americano: “Em Deus nós confiamos. Os outros, tragam-nos dados”.


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