Afinal, o que é “segurança do paciente”?


Você deve estar imaginando que segurança do paciente é a presença de pessoas armadas na porta do hospital, mas não se trata disto. Vamos entender como ela funciona? . Um paciente seguro é aquele que recebeu todos os cuidados necessários para que fossem minimizados, ao máximo, os riscos envolvidos na assistência de saúde prestada a ele.

Mais do que um manual de boas práticas, é uma preocupação que já envolveu a esfera governamental. Isto porque em 2013, foi lançado o programa nacional de segurança do paciente, instituído pela Portaria GM/MS nº 529/2013,  com o intuito de reduzir danos causados por erros, procedimentos incorretos e outros desvios no atendimento.

Infelizmente, erros e acidentes trazem grandes prejuízos ao sistema de saúde, seja ele público ou privado. As consequências são as mais variadas indo de um incômodo passageiro até complicações extremamente graves como sequelas permanentes ou morte do paciente, nos piores casos.

Por essa razão, foram criados protocolos básicos de segurança para atendimento, como veremos a seguir.

segurança do paciente

6 protocolos da segurança do paciente

São seis os protocolos de segurança que devem ser seguidos por todos os hospitais, clínicas e outras instituições de saúde. A premissa básica é a de fornecer diretrizes para evitar desvios de conduta que possam prejudicar o paciente em um atendimento, durante um procedimento ou mesmo ao longo de um tratamento. Veja:

  • → Identificação do paciente: pode parecer simples que cada paciente esteja identificado corretamente, mas é um problema comum que a equipe faça administração de fármacos erroneamente, tratamentos inadequados e até cirurgias em pessoas erradas. O problema pode ser causado pelo próprio paciente, por uma distração de um funcionário, pela pressa, em virtude da alta quantidade de trabalho, e por sistemas defeituosos. O protocolo estabelece procedimentos de identificação, os quais vão desde o próprio paciente até todos os equipamentos que serão utilizados. Além disso, recomenda-se a realização da checagem de todos os procedimentos para garantir a segurança do paciente;
  • → Prevenção de úlcera por pressão: problemas de pele causados por tratamentos prolongados e que exigem a permanência do paciente no leito são comuns, assim como as lesões provocadas no pacientes, em decorrência de manuseio durante limpeza corporal, alimentação e outros. O protocolo visa a criação de rotinas que previnam essas lesões, já que elas podem evoluir para quadros mais graves como a infecção. Estas podem colocar em risco a segurança do paciente;
  • → Segurança no prescrição, uso e administração de medicamentos: além da identificação correta do paciente, medicamentos precisam levar em conta uma série de antecedentes antes de ser administrados como o sexo, peso, altura e outros dados do paciente, além de alergias e outros fármacos já administrados. Erros médicos podem colocar a condição do paciente em risco, levando-a à morte;
  • → Cirurgia segura: cirurgias costumam envolver algum tipo de risco, por isso precisam ser realizadas seguindo os mais rígidos padrões de segurança. Este visa a manutenção da segurança do paciente, e estabelece procedimentos como local e paciente corretos, medidas para higienização, anestesia e outros procedimentos que tendem a garantir uma ocorrência menor de problemas durante procedimentos cirúrgicos diversos;
  • → Prática de higiene das mãos em serviços de saúdes: pode parecer óbvio, mas mãos indevidamente higienizadas são agentes causadores de complicações infecciosas e podem representar um risco grande à segurança do paciente. Protocolos estabelecendo a forma e a frequência correta para lavar as mãos podem fazer a diferença em serviços de saúde;
  • → Prevenção de quedas: as quedas de pacientes podem acontecer devido a vários motivos como pressa, falta de cuidado, distração ou utilização de equipamentos e procedimentos incorretos. Este protocolo visa o ensino aos profissionais da saúde e até familiares a realizarem o transporte e manuseio dos pacientes da forma mais segura, evitando assim lesões e traumas causados pelas quedas, algo que pode interferir de forma grave na segurança do paciente.

Todos esses protocolos precisam ser seguidos por todos no hospital, desde o corpo médico até funcionários de áreas marginais e até familiares e acompanhantes. A redução dos eventos que afetam a segurança do paciente é um dever de todos quando dentro de uma instalação médica.

E você também pode contribuir com este assunto deixando a sua pergunta ou opinião nos comentários, assim podemos elevar cada vez mais o nível da discussão e nos mantemos sempre atualizados e bem informados sobre tudo o que acontece na área da saúde. Participe.

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