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Farmacêutico, qual seu salário no mundo!

O farmacêutico já foi, em outros tempos, o primeiro médico para muitas famílias.

Antes de algumas regulamentações mais rígidas, o farmacêutico podia fazer diagnósticos e receitar medicamentos. Há cerca de 20 ou 30 anos atrás era comum que as pessoas procurassem primeiro as farmácias para o tratamento de doenças mais simples como resfriados, alergias e pequenos ferimentos, só procurando o médico ou o hospital em casos mais graves.

Mas as coisas mudaram e o farmacêutico agora tem menos poderes, embora ainda tenha um papel importante no funcionamento das farmácias, já que elas só podem funcionar com a presença e a administração deles. Mas quanto é o salário desses profissionais? Vale a pena ingressar nessa área?

Antes de analisarmos os valores pelo mundo, é importante pensar que o salário dos profissionais depende diretamente da área de atuação, do tempo de carreira e se o cargo é o não de liderança. Por isso, vamos nos ater ao piso salarial e não ao teto que pode chegar a valores realmente altos dependendo dos fatores acima mencionados.

Farmacêutico no Brasil

Comecemos pelo nosso país. O Brasil, em suas dimensões continentais também traz discrepâncias em relação ao salário do farmacêutico, algo que coincide com o desenvolvimento médio de cada região, mas que também é afetado pela oferta e procura de profissionais.

Isso explica a diferença encontrada entre os estados do Acre e de Alagoas, por exemplo. O estado do Norte, carente de profissionais paga cerca de R$ 4.400,00 por uma jornada de 36 horas enquanto que o estado nordestino para apenas R$ 3000,00 pelo mesmo período trabalhado.

O estado de São Paulo, mais rico da federação, tem também os melhores pisos salariais. No estado, o salário médio de um farmacêutico que trabalha nas farmácias e drogarias é de aproximadamente R$ 3.000,00. Esse valor desce para os trabalhadores de casas de saúde da rede pública chegando a aproximadamente R$1.500,00 em áreas menos privilegiadas como o vale do Ribeira. Esse valor, entretanto, sobe bastante se o trabalhador estiver servindo a
indústria, onde o piso salarial parte de R$5.000,00 reais e os salários nas melhores indústrias podem ter pisos de até R$8.000,00.

Estados Unidos

O farmacêutico americano tem função semelhante à que já teve o brasileiro. Nos Estados Unidos eles têm uma relação mais forte com os pacientes e estão possibilitados a receitar remédios quando trabalham em hospitais.
O salário de lá é bem melhor que o daqui e o piso é de cerca de US$6.500,00, um valor que, depois de convertido para o real chega a ser 10 vezes mais alto que o nosso. E, embora esse seja o piso, a média salarial por lá é de aproximadamente US$10.000,00, algo impensável para os padrões nacionais.

Os americanos conseguem essa renda não apenas nos hospitais, mas também nas farmácias e drogarias, variando o valor em função do preparo do profissional e das condições do empregador.

Canadá

O Canadá vive situação semelhante ao vizinho. O farmacêutico é um profissional bastante valorizado, ficando atrás apenas dos médicos e o piso gira em torno de R$6.000,00 reais já se convertendo para a nossa moeda. Os bons pagamentos por lá também são garantidos pela escassez de profissionais, obrigando o mercado a valorizá-los mais.

Europa

Na Europa a situação também varia bastante de acordo com a formação dos candidatos e com a área de atuação. Lá existe o curso de farmácia e o de Ciências farmacêuticas, porém não há essa distinção no Brasil.

Assim sendo, as ciências farmacêuticas colaboram mais com processos de indústria, pesquisa e laboratórios enquanto a farmácia prepara os profissionais para atuarem nas drogarias e nos hospitais. O salário na Europa também é melhor que a média brasileira, mas não difere tanto quanto em relação ao Canadá e Estados Unidos. Em Portugal, por exemplo, o farmacêutico iniciante tem piso de cerca de 900 euros, isso daria um salário de
aproximadamente R$4.000,00.

A mesma situação se repete em praticamente todo o mundo mostrando que o Brasil precisa valorizar um pouco mais a profissão. Até mesmo em países com níveis de desenvolvimento humano menor que o nosso, o piso salarial ainda costuma ser maior mostrando que o setor precisa se organizar e lutar por seus direitos.

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