2016-12-20

Retrospectiva da Saúde 2016

2016 foi um ano difícil para a saúde brasileira. Enquanto os países mais desenvolvidos têm olhado para novos tratamentos e buscado a cura para as mais complicadas doenças, o nosso país pouco avançou no ano que está chegando ao seu final.

A retrospectiva da saúde pública traz à tona o sistema falido que precisa ser administrado. Em pleno ano de Olimpíadas, o Rio de Janeiro viveu uma situação desesperadora com o colapso de seu sistema, emergencialmente socorrido pelo Governo Federal.

Outra notícia que pode mudar muito a área é a possível descriminalização do aborto até os três meses de gestação. Caso o assunto avance e a prática seja permitida, clínicas e hospitais precisarão se preparar adequadamente para a prática. Mas isso é assunto para o futuro.

ANVISA e a rastreabilidade

rastreabilidade-medicamentos

Muito se comentou durante o ano de 2016 sobre a regulamentação proposta pela ANVISA para a rastreabilidade de medicamentos. A medida tem como objetivo principal coibir a falsificação de medicamentos chega para fechar o cerco usando o apoio da tecnologia.

Cada embalagem receberá uma etiqueta com informações sobre conteúdo, lote, fabricante etc. que permitirão sua rastreabilidade durante toda a cadeia produtiva. Para que a tecnologia seja efetivamente colocada em prática, fabricantes, laboratórios e outros participantes da área da saúde precisarão fazer adaptações em seus cotidianos.

O projeto, criado em 2009, tinha prazo de implantação previsto para dezembro de 2016, mas o prazo foi novamente adiado em virtude do pedido feito por parte da indústria farmacêutica, distribuidores e farmácias. Eles alegam que o prazo inicial não foi suficiente para se adaptarem à rastreabilidade.

Apesar de a nova tecnologia ser benéfica, os custos para sua implantação se mostraram um entrave em um ano de crise econômica.

Avanços

Se ainda falta muito para a saúde básica ser acessível a todos os indivíduos, pelo menos as pesquisas continuam a descobrir novos caminhos para o setor: o cientista japonês Yoshinori Ohsumi, por exemplo, foi premiado com o Nobel de medicina. Ele foi laureado graças à sua pesquisa sobre o processo de autofagia celular, um processo no qual demonstra como as células realizam um processo de “limpeza” bastante importante para o seu correto funcionamento. Entender a autofagia poderá trazer importantes avanços no trato de doenças degenerativas em um futuro próximo.

2016 também será lembrado em retrospectiva como um ano em que a preocupação com tratamentos menos invasivos se tornou bastante evidente. Com o auxílio da tecnologia, cirurgias estão sendo evitadas, sendo substituídas por procedimentos mais humanos e com custos mais baixos.

Tecnologia

A ciência e a tecnologia continuaram sendo as grandes armas da saúde em 2016. Graças às constantes descobertas científicas e às melhorias possíveis em decorrência dos avanços tecnológicos, hoje já é possível curar, evitar ou amenizar problemas insolúveis de pouco tempo atrás.

O ano foi marcado por grande popularização dos chamados wearables, os dispositivos vestíveis como pulseiras, relógios e roupas com princípios inteligentes. Com o uso dessa tecnologia, é possível descentralizar tratamentos antes unicamente realizáveis em ambiente hospitalar graças à rastreabilidade que eles possibilitam.

wearable-idosos

Espera-se um grande avanço na vida de pessoas com doenças crônicas como a diabetes, as quais podem ser monitoradas em tempo real, tendo sua saúde protegida por mais tempo.

Também no âmbito tecnológico, é preciso destacar o quanto a saúde chegou à palma da mão em 2016. Neste ano, a popularização dos aplicativos relacionados ao bem-estar e à saúde tem possibilitado a um número maior de pessoas o cuidado com a própria saúde.

Os aplicativos utilizam tecnologia, que vão desde os mais simples com dicas saudáveis até os mais complexos, nos quais diagnósticos como a pressão arterial podem ser acompanhados em tempo real. Para os próximos anos, é esperado um forte crescimento desse mercado.

Gestão

big dataAinda em tecnologia, é preciso citar a evolução atingida na forma de gerir a saúde. A palavra de ordem é business inteligence (BI).

Softwares bastante avançados estão usando bases da dados conhecidas como big data para analisar todo o histórico dos processos em ambientes hospitalares para apresentar soluções para esses ambientes.

A gestão estratégica da saúde utiliza ferramentas capazes de analisar e organizar essa grande massa de dados e transformá-las em informações estratégicas. Além de melhorar o gerenciamento, ainda se aumenta a segurança dos dados, tornando possível um atendimento mais ágil e humanizado.

E que venha 2017!

O que você achou do texto? Deixe um comentário e continue nos acompanhando para ficar por dentro de assuntos relacionados à saúde.

Quer conhecer um pouco mais na área de saúde? Veja esse post sobre o papel da rastreabilidade em 2016. Até a próxima!


rastreabilidade

Deixe uma resposta