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Remotização: Uma nova relação médico-paciente vem por aí!

Panorama atual

A relação médico-paciente harmoniosa e benéfica é baseada em uma comunicação efetiva entre ambas as partes. No mesmo passo em que um deve saber expressar suas queixas e questionamentos, o outro deve estar capacitado a compreender e indicar a melhor solução.

O ritual corrente envolve a presença física do formado em medicina e daquele que carece de sua assistência e de seu apoio. Até o presente momento, não existe outra forma que caracterize uma consulta real, pois não há autorização do Conselho Federal de Medicina para que se proceda de outra maneira.

No entanto, o conceito de healthcare remotelization, Remotização da Saúde em português,  prevê que, no futuro, o atendimento possa ocorrer de forma remota, ou seja, sem que médico e paciente dividam o mesmo espaço simultaneamente. O termo, advindo da língua inglesa, parte da premissa que a tendência da comunicação remota atingirá a área da saúde também, a qual contará com a tecnologia atrelada aos aplicativos de conversação, às videoconferências e às demais formas alternativas de se manter contato.

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Felizmente, investimentos já estão sendo feitos para que o público em geral possa usufruir de ferramentas que agilizam o feedback médico sem que haja necessidade de deslocamento para a revalidação, por exemplo, de um tratamento que já estava surtindo os efeitos esperados.

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Como seria a aplicabilidade da Remotização

Investir em um meio ético e seguro, que preze pela segurança das informações trocadas durante a interação entre médico e paciente, pode sim otimizar o tempo gasto em locomoção e espera. Ainda que não se equipare a uma consulta tradicional, o surgimento de tal possibilidade agregaria valor à cadeia assistencial. Quando não estiver encarando uma situação de emergência, o paciente pode entrar em contato com o seu médico através de plataformas interativas que permitem sanar dúvidas sobre medicamentos e seus efeitos colaterais, conhecer hábitos saudáveis que contribuem para uma dieta balanceada, receber dicas sobre como abandonar vícios, entre outros.

O profissional da saúde, por sua vez, poderia contar com a geração instantânea do prontuário eletrônico do paciente em atendimento, o acesso de exames antigos para comparação e os últimos medicamentos prescritos. Outro benefício percebido é a eliminação de arquivos em papel,  diminuindo significativamente o acúmulo de documentos que podem ser digitalizados e eternizados pela tecnologia da qual se fala. A liberação de um espaço como esse poderia, inclusive, viabilizar a instalação de um maquinário mais significativo para o atendimento presencial.

Segurança acima de tudo

Conforme mencionado, a troca de informações por meio de ferramentas de comunicação remota deve ser vista como estritamente confidencial. Isso porque o paciente deverá confiar dados pessoais ao médico, os quais ficariam gravados na memória do sistema utilizado. Sob nenhuma hipótese esse conteúdo deve ser repassado a terceiros, já que tal ato se configura como crime de quebra de sigilo. Ao adaptar a ideia, os profissionais envolvidos deverão levar em consideração o pleno funcionamento da integração sistêmica, a qual precisará alinhar o envio e o recebimento de mensagens sem que a ação de bugs e vírus resulte em vazamento na rede.

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O papel do M2M (ou Machine-to-machine)

A solicitação de consulta do paciente seguida da aprovação e confirmação do médico deve ocorrer a partir de um sistema, preferencialmente sem fio, o qual permita a ocorrência da comunicação entre dois dispositivos ou mais. Ilustrando uma situação hipotética em 4 passos resumidos:

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 1. O paciente saca seu smartphone, no qual o suposto aplicativo já está baixado e pronto para funcionar sem erros. Em seguida, envia uma dúvida relacionada a um medicamento que está tomando e que lhe está causando sintomas adversos.

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2. O médico, munido de seu tablet, acessa o prontuário do paciente para se certificar qual é o medicamento trazido à conversa e por qual razão o mesmo fora prescrito. O acesso ao histórico permite uma análise rápida e o médico já tem a resposta a ser repassada para o paciente que entrou em contato.

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3. O médico responde ao questionamento do paciente, garantindo que os efeitos descritos são normais e esperados, ou, sugerindo que tente uma nova alternativa.

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4. O paciente recebe o retorno do médico e continua o tratamento normalmente, ou, dirige-se a farmácia mais próxima e compra o medicamento novo com uma receita eletrônica já anexada à mensagem anterior.

É incrível como a tecnologia pode revolucionar até mesmo a nossa saúde e bem-estar. Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe nossos conteúdos e compartilhe com amigos e conhecidos todos os tópicos interessantes que são postados aqui todas as semanas.

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