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Rastreabilidade de Medicamentos: por que você não vai conseguir escapar dela

Houve um tempo em que medicamentos eram administrados por qualquer um que se dissesse capaz de fazê-lo. O chazinho da vovó foi substituído pelas fórmulas preparadas por alquimistas e a farmácia surgiu. Desde então, muito mudou nesse mercado: pesquisa, tecnologia e profissionalismo vêm substituindo rapidamente as antigas práticas e precisamos nos preparar para acompanhar essas tendências.

Consumidores de variados medicamentos, desde um simples analgésico até um complexo coquetel de uso contínuo, procuram por segurança. Ter a certeza de estar consumindo um produto de qualidade garantida e procedência confiável é o objetivo de quem gasta quantias elevadas em um produto tão importante quanto um remédio.

A lei em auxílio

O papel do governo de um país é prover essa segurança ao consumidor promovendo boas práticas e fiscalizando os infratores. Para isso, a legislação vem sendo modificada, exigindo níveis cada vez maiores de controle e qualidade, além da rastreabilidade por parte dos fabricantes de medicamentos.

O projeto de lei 4069/2015 vem para complementar a já existente legislação aprovada em 2009. Se antes pouco era feito para controlar a procedência de medicamentos, o novo projeto introduz mudanças rígidas e profundas para as empresas brasileiras, embora seja algo já presente em tantos outros países.

Você deve se lembrar como era fácil comprar medicamentos anos atrás. Bastava ir a uma farmácia e pedir. Depois, com a nova legislação que impôs maior rastreabilidade, a receita médica começou a finalmente ser exigida e depois retida pelos farmacêuticos para garantir a segurança dos próprios pacientes.

A nova legislação ainda não é definitiva, mas se espera que seja aprovada com poucas alterações do texto atual, e os fabricantes terão de 1 a 3 anos para realizar a completa adequação às novas normas.

Alguns laboratórios já saíram na frente e estão se modernizando para atender à nova legislação, até mesmo para obter vantagem frente à concorrência.

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Como funciona

A legislação à qual os fabricantes e revendedores estão se adequando exige uma grande rastreabilidade dos produtos. Isso é necessário para garantir a segurança dos usuários, seja no que concerne aos defeitos de fabricação e apuramento de responsabilidades seja relacionado a diminuir os problemas com a falsificação de medicamentos e o roubo de cargas. Em ambos os casos, o uso de código de barras GS1 Datamatrix será de grande valia.

Muitas empresas já trabalham com código de barras em seus produtos, porém a falta de padronização era um problema para distribuidores, revendedores e o próprio governo, responsável por fiscalizar os medicamentos. A nova legislação usa o GS1 Datamatrix para padronizar os dados que deverão ser colocados nas embalagens dos remédios. Entre os itens necessários estão:

  • » número de registro do medicamento junto ao órgão de vigilância sanitária federal;
  • » número de série único do produto;
  • » número do lote ou partida do produto;
  • » data de validade do produto (inciso IV).

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Dessa forma, caso haja qualquer problema com um medicamento, será muito mais fácil chegar até o fabricante para que as devidas ações sejam tomadas.

Essa rastreabilidade também irá dificultar a vida de falsificadores de medicamentos. Como não estarão devidamente cadastrados junto ao governo, mesmo que imprimam embalagens com o GS1 Datamatrix, as informações ali contidas serão facilmente identificadas como falsas.

O mesmo valerá para cargas roubadas. Sabedores dos lotes faltantes, as empresas poderão comunicar rapidamente distribuidores e governo do ocorrido, dificultando o repasse desses produtos ao mercado e inibindo a prática criminosa, dando maior segurança ao transporte, o que reduzirá custos em longo prazo.

Usuários beneficiados

rastreabilidade-medicamentosA outra boa notícia sobre a nova legislação é que o usuário final será beneficiado. Ainda que os custos de modernizar as operações sejam repassados pelos laboratórios ao produto final, o consumidor terá meios de ser também um fiscal da nova prática. Isso porque o uso do GS1 Datamatrix permitirá a eles a leitura desses códigos com um simples App instalado em seus smartphones.

A partir daí, será possível ter acesso a uma grande quantidade de informações sobre o produto adquirido, como sua procedência, formulação, componentes ativos, indicações e contraindicações.

A rastreabilidade de medicamentos é um caminho sem volta porque é uma ação que coloca o Brasil em conformidade com as boas práticas já realizadas em outros lugares do mundo, aumentando a qualidade e a segurança com a qual lidamos com nossos medicamentos.

Tem dúvidas sobre a área de rastreabilidade de medicamentos? Compartilhe conosco por meio dos comentários!


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