Produtividade nos hospitais privados: Veja como mensurar


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Informação é algo muito importante quando se trata de administrar uma empresa. Hospitais privados, apesar de toda a ética envolvida em salvar vidas, em melhorar a saúde das pessoas, ainda são negócios. E desta forma, precisam ser bem administrados para permanecerem existindo.

Medir a produtividade e vários outros indicadores é o que irá definir a situação vigente do hospital e as medidas necessárias para manter ou melhorar os serviços, as instalações e as condições de trabalho.

O objetivo de mensurar pode ser definido como olhar para o passado para se enxergar o futuro.

Métodos de avaliação

Como saber se a produtividade de um hospital é adequada? Para isso, precisaremos de dois itens: a métrica e o dado.

A métrica é o sistema. É a forma que usaremos para fazer a avaliação. Pode ser uma pesquisa de opinião na qual os usuários sejam convidados a dar uma resposta objetiva pelos serviços prestados. Bom, regular ou ruim. Pode ser a média do tempo gasto para atendimento, a taxa de resolução de um determinado problema, e assim por diante.

A produtividade será o resultado da comparação da métrica estabelecida com o dado adquirido após um determinado tempo de coleta.

produtividadeUm hospital pode criar uma métrica pelo tempo que alguém demora a ser atendido na recepção. Se esse tempo for inferior a 30 segundos, ele é considerado bom, entre 31 segundos e um minuto, regular e acima disso ruim.

Após um mês, sumariza-se esses dados e chega-se à conclusão de que o tempo está muito alto. Se for o caso, é preciso aplicar algum tipo de ação corretiva para aumentar a produtividade.

Qualidade

Qualidade é subjetiva. Mas é preciso lembrar que hospitais privados não têm apenas pacientes. Eles têm clientes. Quando as pessoas pagam diretamente por um serviço, a percepção de qualidade que elas criam é mais alta do que aquela dirigida a um serviço público.

As métricas referentes à produtividade em hospitais privados precisam ser então mais agressivas em relação à rede pública, pelo menos, levando em consideração o perfil cultural do povo brasileiro.

Praticamente tudo pode ser avaliado. As instalações estão suficientemente limpas? O atendimento dos funcionários é cordial? Os horários das consultas estão sendo cumpridos?

Claro que todas essas métricas podem ser agrupadas ou segmentadas. No caso da limpeza, a administração pode, a partir dos dados recebidos, verificar que a equipe é insuficiente em determinado horário e refazer a agenda dos funcionários. Se a comida não está agradando, pode ser necessário trocar um fornecedor ou o pessoal da cozinha.

Custo

Quando se fala em qualidade e em produtividade, a palavra investimento costuma vir na sequência. Fazer uma reforma, comprar equipamentos novos, dar treinamentos, contratar mais funcionários, instalar novos sistemas. Todas essas palavras acabam sendo, em certa medida erroneamente, associadas aos custos, ou seja, aos gastos.

Mas isso nem sempre é verdade. Ao contrário. Na maioria das vezes, esses investimentos podem representar redução de custos no final do mês.

Funcionários treinados corretamente produzem mais e melhor. Ter um bom sistema agiliza várias atividades do quotidiano. Reformas e equipamentos são necessários para manter a impressão de qualidade transmitida aos pacientes.

Claro que, para que esse investimento não se transforme em gasto é preciso uma boa administração. E essa administração competente irá investir em métodos, indicadores e quaisquer outras formas à disposição para medir e, principalmente, melhorar a produtividade dentro dos hospitais privados.

Indicadores de produtividade

Os indicadores são parte essencial quando se mensura a qualidade, e quando se tenta compreender como anda a saúde de um hospital.

Devido à complexidade do ambiente, é impossível usar um único indicador. Vejamos o que pode ser utilizado:

  • » Média de permanência: relação numérica entre o total de pacientes-dia num determinado período, e o total de doentes saídos;
  • » Índice de Renovação ou Giro de Rotatividade: estabelecimento entre o número de pacientes saídos (altas e óbitos) durante determinado ciclo, no hospital, e o número de leitos postos à disposição dos pacientes, no mesmo período. Representa a utilização do leito hospitalar durante o tempo considerado.
  • » Índice de Intervalo de Substituição: período médio que um leito permanece desocupado entre a saída de um paciente e a admissão de outro.
  • » Relação funcionários por leito: incluindo médicos, enfermeiros e todos os outros necessários para manter o leito operante.

Esses indicadores são baseados nos propostos pelo Ministério da Saúde e são dados que os hospitais devem coletar. Entretanto, quaisquer outros indicadores que a administração julgar importantes devem ser usados para análise e futuras ações que visem à manutenção ou ao aumento da produtividade.

Quer conhecer um pouco mais na área de saúde? Veja esse post sobre a corrupção na área. Até a próxima!


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