Como são produzidos os medicamentos que consumimos


Quem nunca tomou um remédio assim que começou a sentir dor de cabeça, não é mesmo? Eles são pequenos “milagres” para um alívio, muitas vezes até imediato. Na maioria das vezes, consumimos esses medicamentos sem nem saber direito quais são as suas propriedades, ou seja, do que eles são feitos.

Podemos até saber para que servem e o que pretendem “curar”, mas do que realmente são feitos, não sabemos. Inclusive, é importante saber como são produzidos para nos prevenirmos dos efeitos colaterais. A bula está aí para ajudar, mas o que acha de descobrir agora como os remédios são produzidos? Confira!

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Quais são as suas fontes?

Para entendermos a fabricação e a produção dos remédios, precisamos conhecer as suas origens, uma vez que existem diversas substâncias químicas conhecidas.

  • » Farmoquímicos: apresentam atividade farmacológica. Eles são adquiridos em métodos de purificação e isolamento de amostras do reino vegetal e animal como, por exemplo, digoxina do reino vegetal e heparina do reino animal. Inclusive, diversas substâncias utilizadas na medicina e na farmácia são originárias de plantas medicinais.
  • » Fontes minerais: cloreto de sódio é um excelente exemplo.
  • » Fonte biotecnológica: as penicilinas, por exemplo.
  • » Fonte sintética: como o salicilato de metila.

Os remédios são produzidos a partir de substâncias “especiais”. Elas causam o efeito desejado, também conhecido como princípio ativo. Graças ao desenvolvimento químico, é possível obtê-lo de forma mais eficaz. Vale lembrar que, além dele, o remédio também é composto por excipientes, que nada mais são do que um “veículo” para o princípio ativo. Eles têm como função elevar o volume do remédio, melhorar o seu visual (por meio de revestimentos e corantes) e o seu sabor. Além disso, eles também ajudam a conservar o remédio.

Como funciona a criação dos remédios?

Para criar um remédio, é necessário saber qual foi o “causador” da doença que ele irá curar. Por exemplo, pode ser um vírus, uma bactéria, um fungo ou outro agente patogênico. Primeiramente, é preciso criar uma molécula que tenha como função “atrapalhar” o funcionamento de uma enzima para que esse agente patogênico não consiga mais sobreviver ou se reproduzir.

Para criar essa molécula, pode-se modificar a sua composição ou criar algo novo. Muitas vezes computadores ajudam a realizar a melhor estrutura, pois eles auxiliam na modelagem molecular.

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Como os medicamentos entram no mercado?

Esse não é um processo muito fácil. Depois do isolamento do fármaco ou da substância criada, ela precisa ser analisada em sua estrutura e nas propriedades tanto químicas quanto físicas. Depois de analisada e caracterizada, são feitos testes biológicos. Um exemplo de teste é a ação no próprio agente patogênico. Também existem testes toxicológicos, que têm como objetivo garantir a segurança do remédio. Conhecidos como fase pré-clínica, eles são feitos em células, órgãos isolados, modelos computacionais ou até em pequenos animais.

Em seguida, quando encontram as doses corretas a partir da fase pré-clínica, são realizados os testes clínicos em voluntários (seres humanos). É importante ressaltar que os voluntários são bem acompanhados e passam por muitos testes. Além disso, essa etapa também é dividida em várias fases, uma vez que as pessoas são divididas em grupos, como: idade, perfis, doentes, saudáveis, entre outros.

Quando o remédio é aprovado, é cuidado para que ele continue sendo produzido de maneira segura e nas doses corretas, ou seja, nas aprovadas. Isso é importante para o controle de qualidade e para um bom resultado no mercado.

Resumindo, a sua criação começa com a modelagem molecular, aí passa por testes e, por último, por testes em seres humanos. Vale ressaltar que, independentemente do tipo de remédio, seja ele comprimido, em gotas, xarope ou injeção, esse rigoroso processo de fabricação e produção é indispensável.

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Muitas vezes nos perguntamos por que um remédio demora tanto para ser inserido no mercado. Isso se deve porque ele precisa passar por esse processo para que chegue de forma segura às farmácias e depois aos consumidores. Devido a falsificações ou pirataria, isso é mais do que necessário – inclusive existe até um programa de rastreabilidade de medicamentos. Saiba mais sobre esse assunto.

Você imaginava que os medicamentos eram produzidos dessa forma? É um grande e rigoroso processo, mas que garante qualidade e segurança para nós, consumidores. Dessa maneira, conhecemos e sabemos a origem do que estamos consumindo. Qual a sua opinião sobre esse assunto? Aproveite a seção abaixo para deixar o seu comentário!

 

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