2017-11-08

Você sabe como é o processo de inovação na saúde?

As últimas décadas têm nos trazido uma verdadeira revolução quando pensamos em termos de inovação na saúde. Medicamentos, vacinas, exames, técnicas e tratamentos evoluíram e continuam a evoluir a passos largos.

Podemos atribuir a esse processo vários responsáveis, mas o principal deles, com certeza, advém da evolução da tecnologia. Poderíamos lembrar todas as mentes brilhantes por trás desses avanços, mas elas teriam feito pouco se não tivessem acesso a todos os recursos tecnológicos disponíveis.

É preciso, portanto, compreender melhor os fatores tecnológicos e a influência destes sobre a inovação da saúde para entendermos melhor como esse processo realmente funciona.

inovação na saúde

Gastos ou investimentos

A preocupação com a saúde cresceu bastante nas últimas décadas. Nunca antes as pessoas se importaram tanto com o bem-estar do corpo e da mente. Motivados por essa crescente demanda, empresas, universidades, hospitais e outros órgãos ligados à saúde passaram a investir muito mais em pesquisa e desenvolvimento.

O processo de inovação da saúde começou graças a essa maior demanda, o que gerou um aumento nos custos necessários para se manter competitivo. Nesse cenário, destacaram-se aqueles gestores capazes de identificar a diferença entre gasto e investimento, uma vez que aqueles que souberam investir em inovação na saúde são os mesmos que estão colhendo os frutos nos dias atuais.

Maior expectativa de vida

O processo de inovação na saúde é um ciclo contínuo, retroalimentado pelas próprias ações tomadas pelos profissionais da área.

Ao se terem desenvolvidos avanços como os já citados acima, ocorreu outro fenômeno: o aumento da expectativa de vida. Graças às novas ferramentas disponíveis, podemos viver mais e melhor, mas isso também gerou outro efeito colateral – o da maior necessidade de profissionais e ambientes para cuidar dessa população mais velha.

Outra vez a demanda por novos serviços incentivou a inovação na saúde, completando-se assim o ciclo já citado.

Inovação na saúde e a tecnologia

Já entendemos que foi graças à tecnologia que tantos avanços foram alcançados e também sabemos ser o viés tecnológico uma das principais forças motrizes da inovação na saúde.

Mas essa tecnologia demanda um investimento financeiro que, infelizmente, nem todos os países estão habilitados ou interessados em fazer. Dessa forma, chegamos ao atual cenário no qual, apesar dos grandes avanços alcançados pela medicina, grande parte deles ainda é inacessível para a maioria da população.

O acesso à tecnologia passa a limitar o acesso também ao conhecimento, restringindo a formação e a atuação de profissionais da área apenas ao locais onde há maior concentração de investimentos.

Isso pode ser visto de forma mundial em países como Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra, concentrando grande parte do conhecimento, mas também pode ser visto no cenário brasileiro com a tecnologia reservada para as grandes e mais ricas cidades.

O papel do governo

É função do governo criar condições para que a tecnologia e o conhecimento médico possam ser mais bem distribuídos, não apenas dentro dos países, mas em todo o mundo. Infelizmente, o processo de inovação na saúde envolve altos custos para acontecer e aqueles que investem na área costumam fazê-lo mais por motivos monetários. Por isso que ainda vemos tantas disputas por patentes, autorias, direitos intelectuais.

Outro papel que cabe ao governo é criar regulamentações conjuntas, permitindo o trabalho colaborativo e o compartilhamento dos resultados. Assim, deixamos de ter a inovação na saúde dependendo apenas de processos competitivos e voltados para o lucro, para ter também processos colaborativos voltados para o bem comum.

O futuro

Especialistas apontam para um futuro não muito diferente do cenário atual. As evoluções continuarão acontecendo de forma bastante dependente das demandas e da tecnologia.

As demandas em voga apontam para a busca da cura ou do controle de doenças crônicas, hereditárias ou ainda fora de controle (como o câncer).

Muito se espera, também, que o processo de inovação na saúde avance a velocidade com a qual nos recuperamos de traumas, permitindo a substituição de partes do corpo por outras desenvolvidas de forma sintética.

A internet também terá papel cada vez mais decisivo, permitindo mais comunicação e interação entre pesquisadores de diferentes partes do mundo, outro aspecto possível apenas porque a tecnologia por trás da grande rede avança a passos largos.

Comente conosco a sua opinião sobre esses processos e vamos juntos à procura de soluções.

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