2016-12-01

Qual foi o papel da rastreabilidade em 2016

Podemos definir a rastreabilidade como sendo a capacidade de traçar o caminho de um produto desde a sua fabricação até o seu destino final. Isso significa que o controle sobre um bem de consumo pode continuar sendo monitorado depois de sua venda e, em muitos casos, até quando o produto está sendo descartado.

Esse conceito ganhou força no ano de 2016 por ter se provado uma prática importante no mercado industrial moderno e por ser necessário para atender algumas legislações específicas pelo mundo.

Tomemos como exemplo o setor da pecuária. Importante para atender às exigências de mercados para onde a carne brasileira é exportada, o setor vem aderindo ao processo de rastreabilidade em alta velocidade.

Colocando-se uma espécie de brinco com chip em cada animal, é possível verificar todos os passos, desde o nascimento até o abate, verificando-se assim que todos os processos obrigatórios de saúde, como a aplicação de vacinas, foram devidamente executados.

Sem isso, os criadores teriam dificuldades em vender o seu produto por não poderem provar ao mercado que atenderam a essas exigências.

A questão dos medicamentos

rastreabilidade-medicamentosA preocupação com a falsificação de medicamentos, um problema crescente em todo o mundo, principalmente nos países mais pobres, foi o principal fator que fez com que a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criasse a lei que determina regras de rastreabilidade para os remédios vendidos no Brasil.

O sistema nacional de controle de medicamentos determina que todos os remédios comercializados no país devem ser controlados por um código de rastreamento comum a ser adotado por todos os laboratórios e fabricantes. O prazo para implantação era até o final do ano de 2016.

Era até o final do ano porque a ANVISA já estuda novos prazos e o sistema pode vir a ser implantado em etapas e concluído apenas em 2021. Uma boa notícia para os fabricantes que terão mais tempo para se adequar às regras de rastreabilidade, embora uma má notícia para a população que continua à mercê de produtos falsificados.

O caso dos automóveis

rastreabilidade-automotivaProblema semelhante ao dos medicamentos acontece no mercado automotivo. O grande mercado de peças roubadas que funciona em desmanches ilegais era para ser combatido através da lei federal 12.977, promulgada em 2014.

Infelizmente a rastreabilidade de componentes automotivos ainda engatinha por falta de regulamentação por parte dos estados.

A ideia era diminuir o roubo de automóveis e diminuir o valor geral das apólices de seguro com o cadastramento de desmanches legais, cujas peças vendidas teriam comprovação de sua legalidade através do sistema.

Mesmo no caso de estados onde a regulamentação foi realizada, é a falta de fiscalização efetiva que faz com que o sistema não funcione da forma que foi idealizado.

Entregas mais tranquilas

Uma área onde a rastreabilidade se tornou praticamente obrigatória em 2016 foi a de logística de entregas. Desde os Correios até as transportadoras, todos vêm aderindo rapidamente ao sistema devido à exigência do mercado.

Agora é possível saber exatamente onde o produto se encontra e calcular com muito mais precisão o tempo previsto para entrega. O sistema, que era um bônus no início, se tornou tão corriqueiro que o mercado já não aceita mais operar sem ele.

Rastreabilidade para todos os setores produtivos

Para quem ainda imagina que apenas processos industriais e de manufatura são beneficiados pelo processo da rastreabilidade, então é hora de repensar esses conceitos.

Quando vamos ao supermercado, talvez não demos conta, mas os produtos de hortifrúti também já estão participando desse sistema. Grandes produtores, pequenos produtores em esquema de cooperativas, revendedores e varejistas já estão se beneficiando da rastreabilidade de alimentos.

RastreabilidadeNo Paraná, por exemplo, 75 clientes produtores e varejistas estão utilizando um sistema para controle de frutas, legumes, verduras e até ovos. Com isso já é possível ao consumidor comprovar a origem dos alimentos orgânicos que está comprando, o que gera uma confiabilidade muito maior em toda a cadeia produtiva.

Como se pode ver, o controle sobre bens de consumo através da capacidade de seguir todo o caminho por ele percorrido é uma tendência que irá se acentuar nos próximos anos. O que pode parecer burocracia para alguns, é a chance de ter na palma da mão a solução para um processo muito mais bem controlado para outros.

Não há como escapar dessa tendência. Seja por exigência governamental, do consumidor ou por estratégia frente à concorrência, a rastreabilidade veio para ficar.

E aí, o que achou deste conteúdo sobre rastreabilidade? Deixe sua opinião e conte para nós o que achou.

Quer saber mais sobre a tecnologia aliada à saúde? Leia sobre a internet das coisas. Até a próxima!


5-motivos-rastreabilidade-LP

Deixe uma resposta