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Panorama do mercado farmacêutico no Brasil

mercado farmaceuticoÉ possível estar otimista mesmo diante do período de crise econômico-financeira no país? Para alguns CEOs do setor farmacêutico e de biociências, é possível sim. Afinal, de acordo com a 19ª Pesquisa Global com CEOs, realizada pela PwC Brasil e publicada em março de 2016, 48% dos CEOs das indústrias farmacêutica e de biociências acreditam que as receitas de suas empresas crescerão nos próximos 12 meses. Os principais motivos que justificam essa perspectiva são os produtos inovadores e as parcerias estratégicas, que podem ser possibilitados, cada vez mais, com os avanços tecnológicos. Além disso, segundo a pesquisa da PwC Brasil, “o crescimento do poder aquisitivo nos mercados emergentes e o envelhecimento da população nos principais mercados” também justificam essa possível perspectiva de crescimento do segmento.

Com relação às parcerias estratégicas, o estudo aponta que 62% de empresas do setor farmacêutico pretendem realizar fusões e aquisições e joint ventures nos próximos 12 meses. No que diz respeito às contratações, a pesquisa indicou que quase dois terços das empresas entrevistadas pretendem aumentar o número de contratações nesse mesmo período.

Crise e crescimento do setor farmacêutico?

Apesar de 48% das empresas projetando crescimento, 60% identificam mais ameaças no crescimento que há três anos. Os dois principais fatores desse indicativo, entre outros também apontados, são excesso de regulamentação e volatilidade da taxa de câmbio. Outros fatores que também impactam são a “agilidade para reagir a crise”, “incerteza geopolítica”, “instabilidade social”, etc.

Nesse sentido, um dos principais reflexos da crise que impactam o setor é a possibilidade de o Governo cortar gastos relacionados à saúde. Afinal, uma das maiores oportunidades do setor é a ampliação da procura por assistência à saúde.

Perspectivas para 2016

Além desses fatores que preocupam o mercado farmacêutico no Brasil, para este, também podem ser apontados alguns desafios e oportunidades para o setor. Com relação aos desafios, os principais são:

  • > Dólar e volatilidade da taxa do câmbio.
  • > Cortes na verba para políticas públicas para área de saúde.
  • > Política comercial, sobretudo, o que diz respeito aos preços e os descontos dos produtos farmacêuticos. Em 2015, o aumento da concorrência no mercado farmacêutico brasileiro, fez com que os laboratórios ampliassem em mais de 2% o desconto médio dos medicamentos vendidos em farmácias. Por isso, neste ano a indústria precisa recuperar parte da rentabilidade corroída pelo aumento dos custos de produção.

Ao mesmo tempo que o setor farmacêutico precisa pensar em estratégias para ultrapassar esses desafios, é necessário também observar que há oportunidades. Entre elas estão:

  • > Oferta/Demanda: o crescimento do poder aquisitivo nos mercados emergentes e o envelhecimento da população nos principais mercados faz com que o setor tenha possibilidade de crescimento da demanda, mesmo diante do período de crise. Por outro lado, é preciso destacar que também há aumento da concorrência. As estratégias de vendas nos estabelecimentos do setor farmacêutico farão a diferença. Ou seja, tanto apostando no marketing, nos Pontos de Venda (PDV), como no atendimento ao cliente.
  • > Parcerias Estratégicas: tanto para a indústria farmacêutica, realizando fusões e aquisições e joint ventures, como para indústria e os PDV as parcerias estratégicas podem ser uma forma de desenvolver em meio ao período de crise.
  • > Tecnologia e o Digital: o avanço de tecnologias pode beneficiar tanto no desenvolvimento de novos produtos como em parcerias estratégicas, bem como no avanço das vendas digitais, ou seja, o e-commerce.

mercado farmaceuticomercado farmaceuticoAinda em termos de perspectiva para médio e longo prazos no e do mercado farmacêutico no Brasil, a Consultoria IMS Health aponta que, após crescimento de 19% em 2011, movimentando R$ 38 bilhões em vendas, o setor farmacêutico poderá alcançar a marca de R$ 87 bilhões em 2017. Nesse sentido, a pesquisa realizada pela PwC indicou que 92% dos CEOs utilizarão os recursos tecnológicos para efetuar mudanças com o objetivo de atender às expectativas dos stakeholders.

 

Vimos que a crise atual no Brasil impacta todos os setores do mercado brasileiro e nesse contexto é preciso apostar em inovar para crescer. No setor farmacêutico não é diferente. O estudo realizado pela PwC mostra que há oportunidades e desafios para o mercado farmacêutico, seja a indústria ou os PDV (farmácias). A tecnologia pode ser um grande aliado do setor para a superação dos desafios. De todo modo, muitas empresas do setor estão otimistas (48% dos CEOs da indústria farmacêutica) quanto ao futuro (a médio e a longo prazo).

E você, o que acha dessa perspectiva? Deixe sua opinião sobre os avanços, os desafios e as oportunidades para o mercado farmacêutico no país. Vamos trocar informações sobre os novos caminhos para o setor farmacêutico. Até breve!


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