Engenheiro clinico

O que faz o engenheiro clínico ?

A tecnologia é um fator cada vez mais importante dentro de hospitais, clínicas e consultórios, além de também dominar os locais de suporte à saúde como os laboratórios, farmácias e distribuidores.

engenheiro clínico

Só que os médicos não costumam ter o preparo para lidar com desafios tecnológicos dentro dos hospitais, o mesmo se aplicando à maioria dos administradores, que só conhecem o negócio, mas não costumam estar aptos a resolver essas questões de maneira satisfatória.

Equipamentos possuem um tempo de vida útil, precisam ser trocados, atualizados, adaptados e esse gerenciamento exige uma atenção cada vez maior nos dias de hoje.

Para resolver essa questão é que surgiu a figura do Engenheiro clínico. A função do engenheiro clínico dentro do hospital é o que discutiremos em seguida.

Engenheiro clínico, o que é?

A função do engenheiro clínico deriva da engenharia biomédica e tem o seu foco na gestão de tecnologias no que tange à saúde. Na prática esse profissional usa os seus conhecimentos em engenharia, bem como técnicas gerenciais para capacitar os hospitais a oferecem melhores condições de atendimento para os pacientes, principalmente no que diz respeito à segurança.

O profissional deverá então atuar juntamente com a direção do hospital e com o corpo médico para atender à necessidade de ambos, sempre priorizando o bem-estar dos pacientes. A função do engenheiro clínico passa pelo planejamento de quais equipamentos devem ser adquiridos, como deve ser realizada a manutenção e quando é necessário fazer atualizações e substituições.

Dessa forma o parque tecnológico não fica desatualizado, o que prejudicaria o trabalho dos médicos, mas também não gera gastos descontrolados, o que complicaria bastante o trabalho dos administradores e gestores do negócio.

BI

No Brasil

Enquanto o mundo lá fora já se utiliza dessa formação a algum tempo, ela ainda é relativamente nova no Brasil. A função do engenheiro clínico é adquirida através da graduação em engenharia biomédica, embora também possa ser adquirida por outros profissionais das áreas médicas ou de engenharia através de mestrados e doutorados. Ainda assim a oferta de cursos ainda é pequena por aqui.

Após se graduar o profissional irá prestar serviços não apenas para hospitais já prontos, mas também para aqueles ainda em fase de construção ou planejamento. Isso acontece porque esses profissionais podem ajudar com a sua expertise na hora de planejar os espaços físicos necessários para determinados equipamentos, bem como os pré-requisitos elétricos e hidráulicos necessários para o funcionamento ideal.

Muitas vezes há um custo exorbitante quando não acontece um planejamento adequado e o hospital enxerga a necessidade de uma reforma para atender a determinada necessidade. A função do engenheiro clínico também é a de ajudar a planejar esse tipo de obra para que o hospital não precise passar por períodos maiores com alas fechadas, poeira, barulho e tantos outros problemas decorrentes de uma obra, além, é claro, dos custos envolvidos em tudo isso.

Demanda ainda é baixa

Foi aprovada em 2010 a lei que exige a presença desses profissionais em hospitais, mas a função do engenheiro clínico ainda é ignorada na maioria delas, salvo nos casos dos hospitais universitários e nos grandes hospitais privados onde a presença do engenheiro clínico é mais difundida.

Essa característica do mercado faz com que muitos profissionais trabalhem na forma de consultores, prestando serviços esporádicos para hospitais e construtoras somente no momento em que estes os julgam necessários, normalmente quando há alguma obra a ser executada.

Vale lembrar que esse modelo não é o ideal e vai contra o que é praticado em países de primeiro mundo como os Estados Unidos, por exemplo. Lá, a função do engenheiro clínico é mais valorizada e as instituições costumam contar cada uma com o seu próprio profissional.

Isso acontece porque não basta atuar de forma pontual para se fazer um serviço ideal. Cada hospital tem características e demandas próprias que, muitas vezes, só se fazem possível de perceber após uma experiência mais prolongada no local.

A consequência disso envolve um pouco de ética médica, já que, sem o engenheiro clínico para ditar as diretrizes, a função acaba delegada á empresas fornecedoras de equipamentos médicos, em geral mais interessadas em realizar os seus negócios do que preocupadas com o bem-estar dos pacientes.

Agora que você já conhece melhor a função, já pode avaliar melhor se o local aonde trabalha está em conformidade com as melhores práticas.

Conte-nos se você conhece algum Engenheiro Clínico.

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