2016-11-10

Novo cateter pode substituir cirurgia coronária aberta

coronaria aberta

A válvula que separa as duas cavidades do coração é chamada de válvula tricúspide. É ela que separa o átrio direito do ventrículo direito, sendo composta por um anel de sustentação, que por sua vez fixa três componentes ou cúspides como é chamada, originando assim seu nome.

Os adultos podem apresentar problemas no funcionamento dessa válvula, levando a consequências e ocorrências distintas: a estenose (estreitamento), por exemplo, ocorre mais raramente, enquanto a insuficiência ou o aumento são mais comuns. Quando a insuficiência ocorre, o sangue não é devidamente bombeado, o que causa o retorno do sangue do ventrículo direito para o átrio direito. A consequência desse problema costuma ser o aumento de sangue (congestão) no fígado, intestino e membros inferiores (pernas).

Cirurgia tradicional

Tradicionalmente, é necessário abrir o coração para realizar diferentes técnicas de reparo nas válvulas. O processo é bastante intrusivo e arriscado, já que estamos falando daquele que é considerado o órgão mais importante do nosso corpo.

Alguns dos procedimentos usados incluem:

  • » Comissurotomia – Se a válvula estiver estreitada devido a folíolos engrossados ou folíolos presos entre si, o cirurgião abrirá a válvula cortando os locais onde os folíolos estão grudados.
  • » Anuloplastia com anel de Carpentier – Quando uma válvula perde forma e força, ela não é capaz de se fechar firmemente. Uma anuloplastia dá suporte aos folíolos por meio de dispositivos em forma de anel, os quais o cirurgião prenderá ao redor da parte de fora da abertura da válvula.
  • » Remoldagem – Se uma válvula perdeu sua forma e não pode se fechar completamente, o cirurgião poderá cortar uma parte de um folíolo para que a válvula possa se fechar adequadamente de novo.
  • » Descalcificação – Com o tempo, os depósitos de cálcio impedem que as válvulas cardíacas se fechem adequadamente. Se isso acontecer, o cirurgião removerá o cálcio acumulado dos folíolos para que eles possam funcionar normalmente.
  • » Reparo – As válvulas cardíacas são apoiadas por cordas (chorda e tendineae e músculos papilares), as quais podem se enfraquecer e se esticar. Assim, a válvula não pode funcionar adequadamente. O reparo encurta ou substitui essas cordas para que a válvula possa se fechar normalmente.
  • » Remendo – Se um dos folíolos da válvula tiver um furo ou rasgo, o cirurgião poderá repará-lo com um remendo de tecido.

Claro que a escolha sobre esse ou aquele método irá depender das condições específicas de cada paciente e só a junta médica, com um diagnóstico baseado em exames, será capaz de definir o melhor caminho a seguir.

Novo método

Houve um tempo em que todas as cirurgias para remoção de cálculos renais eram intrusivas. Isso aconteceu até que o sistema atual com a inserção de um cateter foi criado. Hoje, com apenas um pequeno furo, o cirurgião pode implodir as pedras ainda dentro dos rins e deixar o paciente expeli-las naturalmente.

Métodos menos intrusivos diminuem o risco de vida ao paciente. Só esse motivo já deveria ser suficiente para se usar a nova técnica, mas somam-se a isso o pré e o pós-operatório simplificados, o tempo de recuperação do paciente muito mais rápido e a diminuição dos custos e chegamos a uma solução muito mais eficaz do que a anterior.

Pois é exatamente isso que o novo sistema de cirurgia coronária propõe:um cateter é introduzido pela veia femoral por meio do átrio direito e então para o átrio esquerdo por meio da fossa oval.

Cerca de 12 enxertos metálicos são depositados ao longo do anel posterior da válvula, exatamente como seria feito em uma anuloplastia tradicional faria, porém sem a necessidade de abrir o peito do paciente.

Após a colocação, um fio é introduzido para fazer o ajuste do tamanho do anel. Isso é realizado girando-se um dispositivo previamente colocado, dando à válvula o formato desejado.

Coração batendo

A grande vantagem desse novo procedimento é ele ser realizado com o coração operando normalmente. Em certas cirurgias coronárias tradicionais, há a necessidade de parar o coração do paciente e substituí-lo temporariamente por uma máquina conhecida como “pulmão-coração”, que irá manter o sangue circulando enquanto a cirurgia é realizada. Após o término da cirurgia, o coração é reanimado e volta a funcionar normalmente.

O risco ainda é muito alto em um procedimento desse tipo, mesmo com toda a aparelhagem e o conhecimento médico atual. Com o novo sistema, pessoas que antes estavam impedidas de realizar o procedimento devido ao alto risco ganham nova chance de se recuperar e ter uma vida normal.

A tecnologia médica se desenvolve a passos largos em busca de um futuro cada vez mais eficiente e menos intrusivo para o paciente.

Agora que você já conhece mais sobre a nova cirurgia coronária, que tal conhecer um pouco mais? Veja nosso post sobre a tecnologia dos vestíveis. É importante sabermos como a tecnologia móvel está se tornando presente na área da saúde. E não se esqueça de nos contar sua opinião ou experiência nos comentários. Até a próxima!

 


 

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