2016-12-23

Modelos de logística hospitalar interna

A logística hospitalar tem assumido um papel importante nos últimos anos. Antes era apenas um dos vários processos a serem observados, mas hoje é uma área que demanda muita responsabilidade, dada à importância que adquiriu com o passar do tempo.

Por logística podemos entender a distribuição de materiais e pessoas de forma a atender plenamente todas as necessidades de uma corporação. Por isso, quando pensamos em logística hospitalar, entendemos o valor dela para a área.

Em hospitais, a logística interna é essencial para garantir o bom funcionamento dos serviços prestados. Antes, bastava trabalhar com sobras, porém, nos dias atuais, é papel dos processos logísticos garantir o fornecimento de bens, pessoas e informações sem que seja necessário um alto custo.

A logística hospitalar, muitas vezes, é o que garante a sobrevivência dessas instituições no mercado.

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Fluxo

A logística hospitalar é comumente regida pelo fluxo. O principal deles é o de pacientes que chegam e saem o tempo todo e precisam ser atendidos com qualidade e em tempo hábil. Para satisfazer o fluxo de pacientes, a logística interna entra em cena.

logistica-hospitalarFuncionários de hospital, médicos, enfermeiros e outros profissionais precisam estar presentes em número e qualidade apropriada para a demanda. E aí está o desafio. Hospitais podem ter demanda altamente variável e é preciso estar preparado para altas procuras que possam surgir a qualquer instante.

Também é importante para a logística interna os termos relativos à estocagem de materiais, porque esses ativos possuem valor econômico e problemas de armazenamento podem representar uma grande perda financeira.

A estocagem é muito importante, pois seu controle eficiente contribui para que os níveis de materiais e equipamentos mantenham as atividades em pleno funcionamento, prevenindo paradas repentinas.

Impacto

Uma logística hospitalar bem gerenciada costuma resultar em impacto econômico positivo: há menos desperdício de materiais e pessoas. Funcionários ociosos por períodos prolongados representam perda. Claro que é preciso uma pequena ociosidade para lidar com os picos mas, quando em excesso, essa ociosidade representa apenas pessoas paradas.

Cabe à gestão evitar que isso aconteça realizando um planejamento. Desenhar processos é importante para aproveitar melhor o pessoal disponível, seja por escalas ou formas diferentes de realizar os atendimentos.

A mesma questão vale para os bens consumidos pelo hospital: a falta de algum item pode provocar um grande impacto econômico, principalmente porque vidas humanas estão em jogo.

Mais uma vez, alinhar os processos de logística interna é importante para exercer controle sobre esses ativos. Quantidade, qualidade, validade são itens muito importantes a se considerar em logística hospitalar: a quantidade precisa ser suficiente para a operação diária sem que nunca exista a falta; já a qualidade pode ser negociada para não ultrapassar um limite no qual os pacientes não sejam prejudicados; na questão da validade, se o processo não estiver bem desenhado, pode-se comprar e estocar muito mais produtos que o necessário. Medicamentos e outros insumos perecíveis representam prejuízo financeiro caso se estraguem e precisem ser destruídos.

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Como a logística hospitalar acontece

A logística interna depende de vários pontos para funcionar: organização de pessoas, compras e estocagem estão entre os itens mais importantes para manter a roda girando sem maiores problemas.

A distribuição interna é outro ponto importante, muitas vezes negligenciado. A transferência e a movimentação de materiais e os produtos estocados até os postos de prestação de serviços precisam dar a garantia de entrega nos locais e momentos necessários.

Essa distribuição pode acontecer de diferentes maneiras:

  • » Distribuição coletiva ou sistema de complementação da revisão: referentes a mini estoques internos.
  • » Distribuição semicoletiva ou sistema de unidades móveis: quando a logística interna ocorre por demanda diária.
  • » Distribuição por dose unitária ou sistema de ordem de produção: um sistema mais complexo que opera por demanda, mas que precisa de um controle muito maior para funcionar.

A logística hospitalar se encontra em franco desenvolvimento. Altos custos, concorrência forte e demandas de mercado vêm obrigando hospitais a melhorarem sua logística interna para se manterem competitivos e financeiramente saudáveis.

Nas organizações hospitalares, o estoque precisa estar pronto para atender às necessidades, embora com planejamento. As melhores práticas apontam para uma logística hospitalar baseada na circulação eficiente de medicamentos e materiais, assim como uma gestão eficiente das prescrições.

O investimento em sistemas informatizados de controle de estoque se faz necessário dada a complexidade da operação. Esses sistemas devem ser capazes de administrar toda a logística interna composta por planejamento de materiais, almoxarifado, recebimento, compras, farmácia e centro cirúrgico.

Ainda há muito o que fazer, o que projeta um cenário de oportunidades para quem souber enxergá-las.

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