2016-12-15

Mercado de órteses e próteses – OPME no Brasil

O mercado de órteses e próteses – OPME no Brasil se encontra como boa parte dos outros mercados nacionais: em crescimento descontrolado.

tecnologia

Falta regulamentação, padronização e ética para o OPME no Brasil, porém, há muitos avanços também a serem comemorados: estudos indicam que o país é o 13º no ranking mundial entre os melhores classificados.

A falta de padronização começa desde o básico: definir o que é uma órtese ou prótese, por exemplo. A sigla OPME (órteses, próteses e materiais especiais) tem sido a termologia mais usada na qual:

  • » Órteses são dispositivos temporários que auxiliam um órgão ou segmento do corpo humano, como os marca-passos ou os stents cardíacos;
  • » Próteses são equipamentos destinados a substituir estruturas e realizar suas funções, como os implantes auditivos ou ortopédicos;
  • » Materiais especiais são equipamentos auxiliares usados para diagnóstico ou no tratamento terapêutico. Podem ser implantáveis ou não, como cateteres ou dispositivos utilizados em cirurgia.

Custos elevados

O OPME no Brasil é um mercado lucrativo para alguns, em detrimento das altas despesas para outros. O mercado de órteses e próteses movimenta cerca de R$ 12 bilhões anualmente, um custo bastante complicado de administrar, seja pelo governo (por meio da saúde pública), seja pela rede privada de hospitais.

A cadeia envolve o fabricante (que pode ser nacional ou importado), o distribuidor, o hospital e o médico. Infelizmente, o OPME no Brasil acaba sendo um mercado controlado por apenas dois elos dessa corrente: o distribuidor e o médico. O fabricante se abstém de intervir no mercado, deixando com o distribuidor a política de preços, volumes e reservas. O médico interfere diretamente na escolha dos materiais utilizados, deixando os hospitais reféns das suas decisões.

Com isso, o mercado de órteses e próteses no Brasil acabou instituindo uma máfia,na qual distribuidores sem ética aliciam médicos para realizarem a compra daqueles produtos que mais interessam, deixando a segundo plano o interesse dos pacientes e dos hospitais.

Há casos já denunciados na mídia em que o OPME no Brasil movimenta a compra de equipamentos que nem mesmo serão utilizados, já que médicos recebem parte do lucro em forma de comissão.

Variedade

opmeOutra dificuldade que o mercado de órteses e próteses no Brasil enfrenta é a grande variedade de itens disponíveis no mercado. Essa quantidade seria boa se houvesse uma padronização, mas o OPME no Brasil ainda carece de regulamentação governamental: pesquisas apontam que existem cerca de 70 mil itens cadastrados nos sistemas dos hospitais pelo país, sendo que apenas 7 mil são estocáveis e o restante não estocáveis, a maioria deles de OPME.

Em um mercado no qual 80% dos fabricantes são de pequeno e médio porte, cabem aos distribuidores a tarefa de centralizar e controlar a vasão dos produtos. A dificuldade em estocagem e a validade extremamente variável também contribuem para a dinâmica do mercado.

Hospitais não conseguem fazer grandes estoques porque não há grandes quantidades para serem compradas e o seu uso pode não ocorrer, vindo a gerar perdas por descarte. Isso acontece porque o mercado de órteses e próteses está em constante evolução e novos produtos, mais modernos e eficientes, surgem o tempo todo para substituir os anteriores.

Um grande estoque representa um grande risco para os hospitais.

Gestor OPME

Soluções

O OPME no Brasil necessita de mudanças para tornar sadia a relação entre as partes envolvidas. Parte pode ser feita pela iniciativa privada, mas uma grande porção depende de medidas governamentais.

Um dos grandes entraves para o mercado de órteses e próteses está na carga tributária: como grande parte dos produtos é de origem importada, uma cadeia de tributos incide sobre os produtos aumentando em demasia seu preço final.

Cerca de 23% do valor do OPME no Brasil é recolhido na forma de impostos de importação: IPI, ICMS, PIS e COFINS.Além da reforma tributária, caberia ao governo propor um sistema único de nomenclatura para o mercado de órteses e próteses. A padronização ajudaria toda a cadeia, assim como fornecedores de sistemas de controle a organizar de forma lógica o OPME no Brasil.

Enquanto essas medidas não chegam, cabem aos hospitais investirem em gestão e governança. Só assim eles conseguirão tirar das mãos de atravessadores a tarefa de controlar esse mercado, reduzindo assim os custos operacionais e conseguindo oferecer um bom atendimento aos pacientes que precisam dos OPME para suas completas recuperações.

Veja neste vídeo como é possível reduzir seus custos operacionais, aumentar a produtividade da sua equipe, além de otimizar a sua gestão de estoque com a serialização, o controle e a rastreabilidade de OPME.

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Quer conhecer um pouco mais na área de saúde? Veja esse post sobre gestão de OPME no panorama nacional. Até a próxima!


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Um comentário em “Mercado de órteses e próteses – OPME no Brasil

  1. Boa tarde !

    gostaria de entrar em contato com vocês via telefone… tenho uma transportadora a 20 anos e estou atras de novos clientes, eu tenho e certificado da Anvisa e todas as papeladas e meus carros já são preparados pra carregar material de OPME e os motoristas também gostaria que entra-se em contato se via e-mail para poder passar mais informações
    atenciosamente
    Cristiano Rates

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