Inteligência Artificial: Como será aplicado à saúde?


inteligência artificial

A inteligência artificial já não é mais coisa de ficção científica. Ela já faz parte das nossas vidas de diversas maneiras. Quando nos localizamos por sistemas de mapeamento por GPS ou quando verificamos sobre a previsão do tempo em nosso smartphone, já estamos utilizando esse recurso.

Mas como toda essa modernidade e eficiência no processamento de informações podem ser utilizadas para beneficiar a saúde? As possibilidades são grandes e não falta muito para se tudo se tornar realidade.

Big Data e Machine Learning

Se você nunca ouviu falar destes dois termos, acostume-se a eles, pois o primeiro diz respeito à imensa quantidade de dados disponíveis no mundo contemporâneo, e o segundo, refere-se a como os mais modernos computadores serão capazes de transformá-los em informações preciosas.

A ideia é que, da mesma forma que um site de vídeos faz sugestões baseado no histórico de usuários semelhantes, seja possível determinar padrões médicos em meio a uma quantidade massiva de informações.

Diagnóstico

A lógica de um diagnóstico é simples. O médico avalia os sintomas do paciente e indica o remédio, exame ou procedimento de acordo com as informações existentes dos estudos e da experiência acumulada com outros pacientes. Agora, imagine se colocarmos essas mesmas informações em um computador, mas com o histórico não de um, mas de todos os médicos de um hospital, de uma cidade, do mundo?

Munida de uma quantidade imensa de dados, a inteligência artificial será capaz de determinar tendências de acordo com o histórico. Ela poderá ajudar a prever epidemias, analisar a eficácia de medicamentos e até descobrir o que se fazer para prevenir doenças.

Inteligência artificial: Prevendo o futuro

Ainda é impossível predizer o futuro com precisão, mas já é possível identificar tendências com altos índices de acerto. A inteligência artificial poderá, por exemplo, avaliar todo o histórico médico de uma família e, baseado em dados, indicar as chances de uma pessoa desenvolver determinada doença.

Imagine sabermos ainda jovens que estamos altamente propensos a doenças cardíacas e já termos em mãos um programa com as ações determinantes para minimizar esse risco ao máximo?

Imagine determinar as chances de um bebê desenvolver problemas ainda no útero e já realizar um acompanhamento preventivo dedicado? Tudo isso será possível em um futuro próximo graças ao uso da inteligência artificial.

Combate à dengue e outras doenças semelhantes

O governo e a sociedade também podem se beneficiar com o alto processamento de dados. Uma inteligência artificial alimentada com dados de todos os casos reportados de uma doença como a dengue pode determinar geograficamente onde estão os principais focos do agente transmissor e direcionar os esforços para esses locais.

A geografia também pode ser um fator decisivo na hora de o governo decidir de qual forma os recursos da saúde serão alocados, enviando os profissionais, equipamentos e remédios apenas para os locais onde eles são realmente necessários. O custo com a diminuição do desperdício pode salvar diversas vidas.

Robôs substituirão os médicos?

A humanidade pode permanecer tranquila, pois não será dessa vez que teremos médicos robôs como nas obras de ficção. A tecnologia, por mais perfeita que seja, ainda não substitui o elemento humano tão necessário numa relação como a de um médico e um paciente.

O que acontecerá é que a inteligência artificial fará todo o serviço mais pesado, o de processar a imensa quantidade de informação disponível, mas reservando ao profissional da saúde a decisão final. É preciso lembrar que os computadores lidam com números, não fazem as adequações necessárias, e que esse trabalho ainda estará em nossas mãos.

A inteligência artificial já está revolucionando a forma como tratamos as informações e será bastante benéfica para a saúde no futuro. Graças a ela, processos hoje complicados poderão ocorrer de forma mais simples e rápida, o que permitirá uma sensível redução nos custos e uma oferta maior de saúde para as populações mais carentes.

Ao contrário do que se imagina, a introdução da inteligência artificial não deve tornar o atendimento mais robótico. Ao invés disso, irá permitir aos profissionais da saúde dedicarem mais tempo ao elemento humano enquanto as atividades repetitivas serão realizadas pelos computadores.


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