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Inovação: entenda o conceito sob a perspectiva do mercado norte-americano

Leandro Ferreira, gerente de inovação da Gtt Healthcare alocado em Boston, explica porque os EUA são reconhecidos mundialmente como um país inovador e o que temos a aprender com os americanos

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“A inovação não é o fim. A inovação é o meio”. Esta é a máxima do mercado norte-americano sobre a qual nós brasileiros devemos nos apoiar, de acordo com Leandro Ferreira, gerente justamente de Inovação da Gtt Healthcare, empresa catarinense que oferece soluções de TI para a automatização de processos hospitalares. Alocado na sede da empresa em Boston (EUA) há 11 meses, Ferreira explica que o conceito de inovação para o mercado norte-americano é o mesmo que encontramos mundialmente. A diferença está no comportamento do mercado em relação ao conceito de inovação.

Segundo o especialista, os norte-americanos já compreenderam que “a inovação não passa, necessariamente, pelo desenvolvimento ou adoção de uma nova tecnologia e também uma nova tecnologia não pode ser considerada puramente inovação só por ser nova – o contexto e aplicação vão ditar o impacto que a tecnologia pode trazer em suas diversas áreas de aplicação”. Inovar é, além de apresentar novidades, ter a adesão do seu público estratégico, seja ele o consumidor final de um produto, os funcionários de uma organização ou um fornecedor.

usaxbr inovacaoPara Ferreira, “em comparação com o Brasil, a inovação aqui nos EUA é mais vista como uma característica de determinado, produto ou processo – ou seja, algo é considerado inovador após o estudo de seu impacto no mercado, a avaliação do que a solução trouxe de benefício e barreiras que rompeu em comparação com outros produtos/processos que atuam no mesmo problema”. Sua principal crítica em relação ao comportamento de mercado brasileiro é que “comumente vemos o uso da palavra inovação de forma indiscriminada e até descuidada, sendo vendida como um “selo”; o que, no meu ponto de vista é uma visão errônea”. De acordo com ele, só se pode afirmar que determinado produto ou processo foi inovador após seu desempenho no mercado, com dados e não previamente antes de seu lançamento ou durante seu desenvolvimento.

Portanto, “a busca da inovação passa a ser um meio para atingir os resultados de sua solução no mercado e não o fim, o objetivo, para a mesma. Essa tênue diferença pode indicar o sucesso ou a falha na concepção de um novo produto ou modelo de negócio”.

A principal razão pela qual o Brasil está alguns passos atrás dos EUA em relação à inovação é a falta de investimentos básicos em pesquisa e educação. Na opinião de Leandro Ferreira, isto se dá porque as universidades brasileiras estão muito distantes do mercado, enquanto nos Estados Unidos as pesquisas universitárias são feitas para o mercado, com o apoio financeiro de empresas privadas.

silicon-valley-inovacaoAlém disso, no Vale do Silício, polo norte-americano de tecnologia e inovação, existe uma atmosfera de interação e cooperação entre as empresas. Um espaço de troca de experiências e ideias. “Este método de trabalho acabou se tornando algo inovador e, mais importante do que os artefatos gerados por lá, a cultura de trabalho e desenvolvimento que tem dado certo e está sendo disseminada pelo mundo”. Hoje no Brasil já temos alguns exemplos de incubadoras e espaços de co-working que proporcionam este clima de co-criação citado pelo especialista.

“É possível prever e estudar os possíveis impactos positivos e inovadores no processo ou produto proposto em suas fases iniciais de desenvolvimento. E fica ainda mais fácil quando temos o apoio de empresas que já estão trabalhando de maneira inovadora”, finaliza.

Tendências do mercado de saúde norte-americano

Debruçando-se sobre o meio Healthcare, onde atua diretamente, Leandro Ferreira lista as tendências para a inovação, ou seja, segmentos de mercado que estão em busca de soluções que possam revolucionar os processos atuais de gestão de hospitais e clínicas:

– Sensoriamento de grandezas físicas;

– Dispensação de medicamentos;

– Realidade virtual;

Home-care;

– Sistemas inteligentes com decisões autônomas (esse último com uso de tecnologias extremamente novas e ainda em processo de desenvolvimento).

Veja alguns exemplos:

  • > Dispensação de medicamentos:
  • GoCap é a tampa inteligente para canetas de insulina, produzidas pela empresa Common Sensing. Diários de insulina são gerados automaticamente para que a pessoa possa compartilhar as informações com médicos e familiares, sem o uso de fios.

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  • > Realidade virtual:
  • Oculus Rift é um óculos de realidade virtual que podem mudar a maneira como interagimos. Atualmente no setor Healthcare, destaca-se a utilização para terapias de distúrbio e fobias, a chamada VRT – Virtual Reality Therapy (Terapia de Realidade Virtual), já utilizada nos EUA.

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  • > Home-care:
  • Emerald for home é um dispositivo que permite monitorar a casa de pessoas idosas quanto a quedas e sinais vitais, sem nenhum tipo de sensor no corpo. No momento em que a queda é percebida pelo dispositivo, a pessoa configurada como responsável é alertada do acidente.
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