2016-05-31

Home care: qual o atual cenário e para onde vamos?

Quem nunca assistiu algum filme no qual se mostravam médicos, parteiras, enfermeiras e outros profissionais da área de saúde atuando junto aos pacientes em suas casas? Sim! Há algumas décadas e até séculos atrás, o atendimento domiciliar era a principal forma de consulta médica. Porém, nesses períodos, esse meio de atuação dos profissionais de saúde não eram considerados como tendo caráter técnico-científico.

Com o avanço industrial, tecnológico e também das práticas e procedimentos da medicina, a estrutura de unidades de saúde (hospitais, clínicas, etc.) foram se expandindo. Ao mesmo tempo, ocorreu um aprimoramento de formas de assistência aos pacientes. Uma delas é o home care, que pode ser considerado como um meio atual de assistência médica domiciliar, oferecendo aos pacientes em suas residências condições de atendimento e recursos tecnológicos para a evolução do seu quadro clínico, respeitando os limites impostos pela doença e considerando o caráter técnico-científico.

Afinal, o que é home care? Como vem sendo desenvolvido hoje? Quais são as perspectivas para esse tipo de atendimento?

O que é home care?

Como foi apontado, home care é uma forma de atendimento médico domiciliar, considerando e adequando os recursos de tecnologia oferecidos em unidades hospitalares e procedimentos médicos ao contexto do domicílio do paciente. Dentre algumas tecnologias que fazem a diferença no home care estão:

  • > aplicativos de comunicação médico-paciente;
    > monitoramento de quedas para idosos;
    > wearables que controlam batimentos cardíacos e índice glicêmico;
    > vídeo-monitoramento em sistemas 24h;
    > aplicativos para saúde móvel e telemedicina.

É importante salientar que, além das tecnologias específicas para cuidados médicos, ao se cuidar de um paciente em sistema home care é preciso pensar na adaptação de toda a casa. São alterações visando tanto o cuidado mais eficaz quanto o bem-estar e conforto do paciente e da família.

homecareSão itens que vão desde corrimões diferenciados, principalmente para o banheiro e outros locais possivelmente escorregadios; tipo de colchão e de camas; tapetes antiderrapantes; e outros itens para a casa. E isso se estenderá a tecnologias mais complexas: os monitores e aplicativos que já mencionamos; recursos de telefonia e interfones; tipos de interruptores que possam chamar por auxílio imediatamente; máquinas de oxigênio portátil; equipamentos específicos para o paciente ficar melhor acomodado; elevadores e rampas em caso de residências com escadas, etc.

 

Além de cada vez ter mais tecnologia, tanto quanto em unidades hospitalares, o home care já foi devidamente regulamentado, em 2002, pelo governo federal, por meio da Lei nº 10.424, que trata da assistência domiciliar no Sistema Único de Saúde (SUS). Desse modo, cresce cada vez mais a quantidade de empresas que atuam nessa área. Assim, atualmente, podemos considerar que existem três tipos ou formas de home care.

  • > Visita domiciliar: o objetivo é, principalmente, a coleta de informações, bem como o controle e prestar orientações aos pacientes.
    > Atendimento domiciliar: o intuito é realizar atividades programadas e integradas, com foco na prevenção ou assistência à saúde do usuário.
    > Internação domiciliar: este tipo de home care é voltado para pacientes que necessitam de cuidados continuados e semelhantes aos oferecidos no âmbito hospitalar; ou seja, demandando recursos humanos e de tecnologia, equipamentos, materiais e medicamentos para pacientes com quadros clínicos mais complexos.

Vantagens do home care

  • > Recursos tecnológicos tão avançados quanto em hospitais e outras unidades de saúde.
    > Conta com uma equipe multiprofissional, com conhecimento científico, experiência e competência técnica.
    > Humanização no atendimento: os médicos que atuam no home care devem ter habilidade nas relações interpessoais para lidar com as emoções e valores dos pacientes e familiares.
    > Redução de custos: em alguns casos, quando se tratam de certas doenças, a internação domiciliar pode ter custos mais baratos do que a internação hospitalar.
    > Recuperação: Em alguns casos, a internação domiciliar pode diminuir o tempo da doença do paciente, por que está inserido em um ambiente familiar, com atendimento mais próximo e assistência 24 horas.

Perspectivas para o home care

Muito mais que uma forma contemporânea de atendimento domiciliar, o home care é considerado um novo modelo de prestação de serviços de saúde. Independentemente do tipo de atendimento domiciliar adotado, esse serviço é uma relevante estratégica humanizada e com recursos tecnológicos de gestão no setor saúde. A tendência é, cada vez mais, o avanço tecnológico no setor de saúde, possibilitando, assim, mais recursos para expansão do home care.

homcareSem dúvida, observa-se que a humanização no atendimento do home care faz toda a diferença para a recuperação dos pacientes. Toda essa gama de tecnologia privilegia o seu monitoramento integral e considera que a intervenção domiciliar, além de ser melhor para o paciente, é uma configuração de menor custo quando comparada ao meio institucional.

A terceira idade (pacientes acima de 65 anos) configura a maioria dos atendidos no sistema home care, mas isso se estende a toda e qualquer faixa etária. Quando feito isso em suas casas, traz como grande valor o fato de agir como prevenção da aparição ou da evolução de doenças mais graves, e também para “adiar” a internação de pacientes com doenças crônicas, ou ainda a necessidade de cirurgia. É por isso que essa assistência domiciliar vem sendo cada vez mais utilizada pelas empresas prestadoras de serviço de saúde.

Pode-se dispor por meio do home care de instalações para atendimento às doenças, realizando os tratamentos de longa duração com a mesma qualidade, seja no âmbito da orientação médica imediata por meio remoto, técnicas da enfermagem aliadas à tecnologia, como também no afeto dispensado pelo ambiente familiar.

homecareNo caso específico do atendimento à pacientes com mais de 65 anos, o home care ajuda muito no tratamento de:

  • > prevenção a fraturas;
    > diabetes;
    > insuficiência cardíaca congestiva;
    > hipertensão;
    > obstrução crônica pulmonar;
    > Ainda que o atendimento institucional não possa ser substituído, há situações em que o o home care se mostra muito eficiente, principalmente em tratamentos de doenças que se estendam por muito tempo ou aquelas que possam ser prevenidas por passo a passo a ser feito sem a necessidade da presença de um médico.

E qual a sua opinião sobre o home care? Já teve alguma experiência com esse tipo de atendimento? Fale conosco! Aguardamos seu comentário.


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