Empresas com propósito na área da saúde


Hospitais, clínicas, planos de saúde e os próprios profissionais que atuam nesses locais precisam receber e fazer lucro, mas, mesmo em uma sociedade capitalista, isso é visto por muitos como algo imoral ou antiético.

A saúde, sendo considerada um bem básico e imprescindível, deveria ser gratuita para todos. Bem, ela é. Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), qualquer pessoa pode receber atendimento médico emergencial ou ambulatorial sem custo, mas é claro que o sistema operado pelo governo está longe da eficiência e da qualidade dos serviços particulares.

Talvez pensando nisso, encontramos cada vez mais empresas com propósito, não apenas de lucrar com a saúde, mas de entregar algo de bom para a sociedade. Elas são engajadas em fazer o bem, muitas vezes motivadas pela imagem que essas ações trarão ou por uma isenção de impostos, e acabam por desencadear um efeito em cascata que se prolifera por muitas outras esferas.

empresas com propósito

Mudando o mundo

Muitas vezes, o propósito da empresa é confundido com a sua missão (esta é o objetivo primário da empresa: o que a faz lucrar). Pode ser vender carros ou fabricar bolos de chocolate, mas no âmbito da saúde costuma ser atender pacientes.

Mas e se, além de atender pacientes, a empresa decida se engajar em um propósito? E se empresas com propósito sejam aquelas que não apenas cumpram o seu papel, mas aproveitem a sua influência para provocar transformações?

Elas podem atuar dentro dos seus próprios limites ou extravasarem essas fronteiras. Um hospital particular pode ter uma ala reservada para atendimento a pessoas carentes. Um plano de saúde pode fazer uma campanha de prevenção contra a obesidade, estendendo o benefício para além da sua carteira de clientes.

Marketing sim, mas com conteúdo

É um resultado esperado na imagem da instituição. Empresas com propósito são mais bem vistas pela sociedade e isso tem uma influência positiva nos negócios.

De um modo geral, tanto clientes como funcionários e fornecedores e a esfera governamental passam a olhar com melhores olhos para elas. Quando a sociedade enxerga um bem sendo feito, há uma reação positiva que favorece a imagem e o negócio.

Muitos alegam usar dessas iniciativas como marketing uma postura antiética, mas é preciso lembrar que a divulgação desses projetos não serve apenas para que a empresa celebre os ouros da vitória, mas também para provocar atitudes nas outras empresas, pois estas ficarão inclinadas a adotar a mesma postura.

A sociedade como um todo também costuma ser contagiada por ações individuais. Então, a divulgação, muitas vezes vista como “a grande empresa sem coração explorando os mais fracos”, acaba por disparar gatilhos em uma sociedade muitas vezes inerte.

Assim dizendo, mesmo a mais desinteressada das ações, pode desencadear uma reação e gerar algo de bom para toda a comunidade.

Algumas possibilidades

Você já deve ter ouvido falar de campanhas como o Outubro Rosa ou o Novembro Azul, não é mesmo? O Outubro Rosa tem um mês inteiramente dedicado à prevenção e ao tratamento do câncer de mama, doença com grande incidência de mortes e que pode ter seus danos diminuídos graças a esse tipo de campanha.

O Novembro Azul parte do mesmo princípio: empresas com propósito dedicam esforços para prevenir e tratar o câncer de próstata, problema ainda bastante grande que atinge a população masculina.

Campanhas como essas podem até consumir recursos das empresas envolvidas em sua realização, mas o retorno para a sociedade e para elas próprias vale a pena. Ao se prevenir esses tipos de cânceres, hospitais e planos de saúde deixam de gastar quantias astronômicas com o tratamento dessas doenças.

O mesmo acontece com o governo, precisando destinar menos recursos para o SUS e podendo reinvestir esse valor economizado em outras benfeitorias para a população.

Empresas com propósito também podem ser aquelas preocupadas com o bem-estar de seus funcionários. Elas podem investir em ações para melhorar a qualidade de trabalho, bem como a qualidade de vida das pessoas envolvidas no negócio.

As benesses desse tipo de atitude são claras para os funcionários, mas também para as próprias organizações, já que colaboradores mais satisfeitos produzirão mais e melhor, levando o ganho para todos, inclusive para os clientes da instituição.

E você, o que acha das empresas engajadas? Deixe a sua opinião e ajude-nos a enriquecer a discussão.


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