educação na saúde

Como estão os investimentos em educação na saúde?

Educação na saúde

A necessidade de ofertar educação na saúde com qualidade, e abrir novas vagas para a formação em saúde é uma demanda atual, e inclusive foi alvo de algumas ações do governo – como o programa Mais Médicos, criado em 2013.

Dentre as medidas adotadas por esta estratégia, está o aumento do número de universidades, tendo como resultado maiores números de vagas para o curso de medicina, e também novas oportunidades de residência médica.

Além disso, houve a criação de centros de ensino em regiões de interior, com o intuito de deslocar o eixo de formação e levar profissionais formados para regiões que até então, tinham pouca assistência.

Embora tudo pareça funcionar muito bem na teoria, sabe-se que na prática são encontradas diversas limitações, e quando se fala em educação na saúde, há necessidade de altíssimos investimentos, que nem sempre são viáveis em nosso cenário econômico.

Você sabe qual é a atual situação de investimentos em educação na saúde do Brasil? Descubra tudo a seguir!

Como funciona?

Como se tratam de investimentos complexos e que dependem de uma série de fatores e critérios para que sejam possíveis, é preciso uma instituição encarregada de tal função, que é a Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM).

Ela foi criada em 1962, com sede em Belo Horizonte, e com o intuito de criar associações entre instituições voltada para a educação na saúde.

Também, com o intuito de instaurar os princípios da ética e educação de profissionais de saúde, a ABEM, juntamente com o CFM (conselho federal de medicina), criaram o Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (SAEME).

Neste ano, o SAEME abriu processo de acreditação de quase 30 instituições de ensino em medicina do país.

Não estão sendo abertas novas instituições

Embora o Programa Mais Médicos tenha sido efetivado no país, notou-se que havia um excesso de instituições de ensino sem a estrutura necessária e com falta de profissionais qualificados.

Por este motivo, o governo impediu a abertura de novas Faculdades de Medicina, até que a lei seja modificada.

Muito se investe em fundamentação teórica para tais profissionais, mas sabe-se que a melhor maneira de formar médicos de qualidade é através da prática, o que resulta em altos custos, devido à necessidade de construção de hospitais escolas e manutenção de pagamentos dos serviços.

Os investimentos em saúde estão abaixo do esperado

Relatórios do primeiro trimestre de 2018 mostraram que a União investiu apenas 2/3 do previsto para a Saúde, o que impacta na redução de atendimentos, diminuição da contratação de profissionais, e também menores investimentos na educação em saúde.

E a tendência é piorar tais índices, visto que em 2016 impôs-se um congelamento de gastos pelo governo federal, provavelmente até o ano de 2036.

Ainda estamos distantes do padrão internacional

A situação econômica do Brasil dificulta cada vez mais os investimentos, principalmente quando estes trazem resultados apenas a longo prazo – como é o caso da educação na saúde.

Idealmente, deve-se investir 7% do PIB na educação; mas, atualmente, nota-se que menos de 5% do valor é utilizado para este fim.

Para a saúde, o padrão internacional também é de 7% do PIB, e os valores são ainda menores: investe-se menos de 4%.

Distribuidores médicos

Distribuidores médicos

Como ficará com o novo governo?

Além de todas as dificuldades já presentes, em 2019 o país enfrentará a transição das políticas de governo, com a mudança do partido político e consequentemente, de boa parte dos governantes.

O candidato eleito Jair Bolsonaro apresenta diversas propostas para a saúde, e dentre elas temos:

  • Investir na informatização da saúde, através da integração dos dados de prontuários;
  • Criar carreira médica, com o objetivo de distribuir equivalentemente todos os profissionais pelo Brasil;
  • Aumentar a equipe de saúde, incluindo profissionais de educação física, por exemplo;
  • Modificar a política de contratação de médicos estrangeiros.

Mas, e a educação em saúde? Ainda permanece como uma incógnita.

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