Novo teste pode detectar câncer anos antes dos sintomas aparecerem


O câncer é uma das doenças que mais preocupam a humanidade, devido a fatores como a alta taxa de mortalidade e a dificuldade em se realizar o tratamento ou obter a cura.

Muitas vezes, quando a pessoa é diagnosticada com alguns tipos da doença, já é muito tarde para se reverter o quadro e a única possibilidade é a de prolongar a vida do paciente. Para piorar, os tratamentos disponíveis são invasivos e têm altos custos.

Por tudo isso, pesquisadores por todo o mundo se desdobram para descobrir causas, novos tratamentos, além de uma possível cura para esse mal. Enquanto isso não chega, trabalha-se com exames preventivos para que o câncer seja identificado ainda nos estágios iniciais, quando as possibilidades de reversão costumam ser maiores.

Mesmo com tudo isso em mente, sabe-se que a maioria dos exames existentes para a detecção da doença são invasivos e não estão acessíveis para a maioria das pessoas. Assim, a doença costuma ser detectada apenas quando surgem os sintomas e já pode ser tarde demais para uma remissão ou cura.

diagnostico câncer

Novo teste promete rapidez e facilidade

Por esse motivo, a comunidade médica recebeu com entusiasmo a notícia de que pesquisadores do Memorial Sloan Kettering Cancer Center publicaram um estudo no Journal of Clinical Oncology: uma nova forma de teste contra o câncer de uma forma muito mais simples e não invasiva.

A biópsia líquida, como tem sido chamada a nova técnica, teria a possibilidade de detectar a presença de células cancerígenas na corrente sanguínea varrendo o sangue à procura por DNA derrubado por tumores, também nomeado de DNA tumoral circulante.

Claro que o estudo ainda precisa de mais testes e desenvolvimento, já que os resultados divulgados se baseiam em pesquisa, não em resultados práticos, mas ele abre algumas portas importantes no caminho para a detecção precoce de vários tipos de cânceres.

O novo estudo abre a possibilidade de detecções do câncer por meio de exames rotineiros de sangue, algo que muitos pacientes fazem de forma cotidiana.

A detecção precoce de DNA cancerígeno na corrente sanguínea levaria então a investigações mais abrangentes e detalhadas, possibilitando o início do tratamento muito antes do que se faz nos dias de hoje.

Diagnóstico de câncer preciso

Os resultados dos estudos também foram promissores na qualidade da detecção. Usando diferentes tipos de células e tecidos cancerígenos, a capacidade de detecção precisa chegou em torno dos 90%.

Apesar de esse não ter sido o primeiro método a tentar detectar a doença usando o sangue, seus resultados significam um avanço bastante significativo em relação às tentativas anteriores.

Outra notícia bastante relevante em relação ao novo procedimento é o quanto antes ele seria capaz de diagnosticar o câncer. Acredita-se que, em alguns casos, é possível descobrir a doença até dez anos antes do que se faz nos dias atuais. Essa perspectiva pode possibilitar uma diminuição nas mortes causadas pela doença de até 45%, segundo os especialistas.

A técnica, ainda experimental, já poderá estar disponível no mercado em cerca de dois anos. No início, será oferecida de forma gradual, focando nos pacientes que apresentem mais risco de desenvolverem o câncer devido a fatores já conhecidos.

Isso significa que fumantes, idosos e pessoas com histórico familiar da doença seriam os primeiros a passar pelo procedimento, mas o objetivo é que a tecnologia seja incorporada aos exames que já são realizados rotineiramente, aqueles pedidos pelo clínico geral, com os exames para a checagem de diabetes e colesterol alto, por exemplo.

Reação em cadeia

Assim como o câncer ataca o corpo em uma reação sequenciada, em que as células se reproduzem de forma aleatória e desordenada, se espalhando pelo corpo, a descoberta de uma nova tecnologia de detecção pode gerar uma outra reação em cadeia, uma vez que se mostre benéfica para a saúde humana. Isso porque a detecção precoce pode permitir a médicos e pesquisadores em geral a descoberta e o desenvolvimento de novos tratamentos e medicamentos.

É um horizonte de grandes probabilidades a ser explorado, já que os resultados ainda são preliminares e aplicações em campo precisam ser desenvolvidas, testadas e estudadas continuamente. Dessa forma, talvez até mesmo uma cura seja encontrada e o câncer deixe de ser esse mal tão temível e mortal e seja rebaixado para o rol das doenças comuns.

E você, o que acha dessa nova descoberta? Como enxerga as perspectivas para o futuro? Interaja conosco deixando o seu comentário.


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