Os maiores desafios para os distribuidores de materiais médicos no Brasil


Os distribuidores de materiais médicos enfrentam diariamente uma série de desafios no Brasil, sendo os principais: os custos altos, a dificuldade em se fazer um planejamento em longo prazo devido às constantes mudanças na política e nas leis e assim por diante.

Quando se pensa em despesas, aquelas relacionadas ao fator operacional também são bastante salgadas: transporte, armazenamento, taxas e impostos também representam um desafio sério para manter o negócio funcionando bem.

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Logística

Uma das grandes dificuldades diárias dos distribuidores de materiais médicos diz respeito à logística. Por trabalharem dentro da área médica, seja com hospitais, laboratórios, clínicas, além dos segmentos nutricionais, veterinário e odontológico, a demanda é sempre por atendimentos rápidos, prazos curtos e alta eficiência.

É preciso haver um controle muito eficaz da logística, tanto na hora de comprar insumos quanto na hora de armazenar e de vender.

Para que nada saia do controle, é preciso investir em planejamento. Ter ou não ter um grande estoque próprio, se arriscar com a burocracia das importações e com as variações cambiais ou perder negócios, integrar serviços ou terceirizar. Estas e outras questões estarão presentes na rotina durante essa importante fase de planejamento.

Tecnologia

A melhor forma de planejar o dia a dia e minimizar a quantidade de incidentes é utilizando a tecnologia. Nesta era de informação digital, tudo precisa estar catalogado, monitorado e supervisionado para evitar perdas.

Para fazer isso, os distribuidores de materiais médicos contam nos dias de hoje com o que há de mais moderno em termos de tecnologia de rastreamento e controle de materiais médicos: a tecnologia RFID.

Etiquetas lidas por radiofrequência são colocadas em todos os produtos que dão entrada no fornecedor, permitindo que o caminho percorrido até o cliente final seja monitorado em tempo real. Essa tecnologia atende em parte à legislação brasileira, mas também é procurada devido ao ganho em eficácia proporcionado por sua utilização.

distribuidores de materiais médicos

Com apenas o clique do mouse é possível saber se há disponibilidade de cada item no estoque, bem como a quantidade disponível. Como cada produto é etiquetado individualmente, ao se realizar um pedido no sistema, os produtos já são contabilizados por suas respectivas identificações, evitando, por exemplo, uma venda em duplicidade.

Os distribuidores de materiais médicos precisam desse apoio para tornarem as atividades cotidianas um pouco menos cansativas, já que o ambiente é de constante pressão devido ao meio médico envolvido.

A questão da lei

A legislação brasileira já está adotando a tecnologia RFID para a identificação de vários insumos médicos comercializados no país. Na prática, adotar ou não o sistema deixa de ser fator de opção e passa a ser uma obrigação.

A lei pode ajudar os distribuidores ajudando a retirar do mercado três grandes problemas: a concorrência desleal oferecida pela pirataria, a importação ilegal de equipamentos e a ação dos ladrões de carga. Com o novo sistema, apenas equipamentos devidamente registrados serão aceitos em vários hospitais e estabelecimentos, dificultando a vida de falsificadores e dos ladrões.

Patentes

Outro desafio encontrado diz respeito à complicada situação das patentes de remédios no Brasil. A lei define um prazo de 20 anos desde o registro até que a patente possa ser quebrada e utilizada por outros fabricantes.

Infelizmente, conflitos de interesses e a imensa burocracia do país tornam o mercado bastante incerto, ficando difícil aos distribuidores elaborarem estratégias para seus negócios de longo prazo. Vários processos de quebra passam vários anos sendo analisado e podem, de uma hora para a outra, receberem aprovação.

A incerteza política e econômica também afeta diretamente aos distribuidores de materiais médicos. Sem saber quais serão os rumos da economia, os empresários executam um complicado jogo de previsão do futuro em um país onde o presidente pode cair, os impostos podem mudar e as regras do jogo nem sempre estão claras.

Mesmo com todos esses desafios, os distribuidores ainda conseguem realizar um bom papel no mercado, embora haja no meio empresas que não levam o negócio a sério e prejudiquem a imagem de quem faz um bom trabalho. Felizmente o tempo costuma demonstrar quem merece ou não o sucesso.

O que você considera de mais complicado no mercado de distribuição de insumos na área da saúde? Comente possíveis soluções para esse impasse.


Gestor OPME


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