Desperdícios no hospital

Como combater desperdícios no hospital

Veja nossas dicas de como reduzir os desperdícios no hospital.

Os hospitais vêm passando por profundas transformações e combater os desperdícios no hospital vem sendo um dos grandes desafios nas últimas décadas. Aquisições,falências, demandas governamentais, aumento da concorrência e até uma maior preocupação das pessoas com a própria saúde, são itens de uma imensa lista de desafios enfrentada pelos hospitais para se manterem eficientes, eficazes e em boa saúde financeira.

Assim sendo, qualquer ação que resulte em custos menores para as instituições deve ser implementada e os desperdícios no hospital precisam ser diminuídos ao máximo, quando não possível eliminá-los por completo.

Neste post, você conhecerá as maiores fontes de desperdício e também algumas dicas de como agir para eliminá-las.

As principais causas de desperdícios no hospital

Quando se fala em desperdício hospitalar, vem à mente aquela ideia de muitos materiais sendo solicitados sem necessidade, utilizados de forma incorreta ou descartados inadequadamente. E, na verdade, as “perdas” vão muito mais além do que se imagina.

Muitos gestores só conseguem enxergar o uso excessivo de materiais diversos quando se fala em desperdícios no hospital. Claro que esse é um dos itens a ser identificado e analisado com carinho pela gestão de negócio, mas existem vários outros pontos importantes a serem destacados.

O desperdício de tempo é um fator importante a ser destacado. E aqui não se fala em fazer um trabalho mais depressa, mas de forma mais eficiente. Se uma sala de espera está muito distante dos consultórios de um hospital, pacientes irão perder minutos nesse deslocamento que, ao longo de um dia, semana ou mês, irá representar um desperdício de tempo enorme onde o médico está apenas parado aguardando.

O pessoal da limpeza, operando sem um carrinho adequado para o transporte de baldes, vassouras e outros utensílios, precisa se locomover várias vezes até o local onde são armazenados, gerando mais desperdício em relação ao tempo.

A identificação desses problemas também chega na parte administrativa. Burocracia, falta de registros, documentos ou até mesmo uma assinatura podem atrasar processos importantes para o dia a dia do hospital e prejudicar o fluxo de caixa e o faturamento.

Recentemente, a escola de Enfermagem da USP publicou um estudo realizado dentro de um hospital universitário, que revelou as principais e maiores áreas de desperdício dentro do hospital. Baseado neste e em uma série de outros relatos, elencou-se as principais causas:

1) Materiais

São assustadores os dados sobre o desperdício hospitalar quando o assunto é material de trabalho. Isso envolve medicamentos, agulhas, seringas, materiais de paramentação, instrumental cirúrgico, e muito mais.

Dentre as causas, está o pouco conhecimento da equipe, a falta de conscientização dos funcionários, ausência do trabalho multidisciplinar, e muito mais.

É essencial que a gestão do hospital saiba atuar nesta questão, e intervir, seja através de punições ou trabalho com metas.

2) Tempo

O capitalismo preconiza que tempo é dinheiro, e se aplicada a otimização do tempo dentro de um hospital, talvez ele também possa ser sinônimo de economia, e mais que isso: excelência no atendimento.

Médicos, enfermeiros, farmacêuticos, e todos os demais profissionais da equipe de saúde costumam perder tempo entre um atendimento e outro, o que aumenta drasticamente o tempo de fila de espera.

Além disso, a dinâmica e organização espacial dos hospitais pode prejudicar tal otimização, pelo fato de as distâncias entre um setor e outro serem grandes.

Novamente, a gestão e administração tem papel fundamental, podendo:

  • Melhorar a logística do ambiente;
  • Restringir funcionários a um único setor (por exemplo, encarregados de limpeza atuarem em um único bloco);
  • Rever a arquitetura do local;
  • Articular a equipe;

E muito mais.

3) Desperdício de leitos

É um tópico de extrema importância, principalmente quando se fala em hospitais públicos. A ocupação desnecessária de leitos, seja em enfermaria ou unidade de terapia intensiva, além de gerar custos, pode impedir a melhora clínica de outro paciente.

Os principais motivos para tal ocorrência são:

  • Indicação incoerente de internamento;
  • Prolongamento do tempo de internamento;
  • Demora na liberação de resultados de exames, o que “segura” o paciente por mais tempo.

Dentre outros.

Como combater os desperdícios no hospital?

A grande e primeira dica para se combater os desperdícios no hospital é ter uma gestão comprometida. Para isso, são necessárias 4 fases:

  • Conhecer: não apenas da estrutura física e dinâmica de trabalho, como também de toda a burocracia e legislação existentes;
  • Planejar: trabalhar com metas (inclusive na redução de custos) e plano de ação é uma boa forma de obter bons resultados;
  • Executar: é preciso que tudo seja colocado em prática, tanto do lado administrativo como do corpo clínico;
  • Avaliar: de tempos em tempos, devem ser gerados relatórios, gráficos e estudados os resultados obtidos.

Para isso, não é preciso diminuir a qualidade dos serviços prestados para se ganhar tempo, nem usar materiais de qualidade inferior: é justamente o contrário! Diminuindo o desperdício é possível melhorar a qualidade. Veja alguns exemplos:

☑ Melhoria de processos:

Justificada pelo exemplo do pessoal precisar se deslocar grandes distâncias por dia, essa análise deve acontecer em todo o hospital.

É preciso combater desperdícios no hospital em todas as áreas, desde as mais simples e triviais como a recepção e a segurança até os mais complexos processos cirúrgicos.

Para se fazer isso, é necessário o envolvimento de todas as áreas, afinal, por mais que o gestor tenha uma visão ampla, só o pessoal diretamente envolvido em cada função irá entregar informações realmente úteis para que melhorias sejam realizadas.

Embora este trabalho de conscientizar seja uma tarefa difícil, é essencial explicar a todos os trabalhadores envolvidos que, não só o hospital, como também eles próprios saem ganhando com tal melhoria.

 Padronização de trabalho:

Por mais que cada indivíduo seja único, é preciso que certas normas sejam seguidas dentro de uma empresa, e o mesmo se aplica a um hospital.

Se cada pessoa não se conscientizar sobre a importância da realização adequada das tarefas, chegará uma hora em que haverá uma desorganização tamanha que gerará desperdícios de ordem incalculável.

Portanto, a gestão precisa engajar líderes e cobrar resultados para que os procedimentos sejam padronizados e, caso estejam incorretos, corrigidos para todos.

 Atenção ao fator humano:

Muito se fala nos dias de hoje em capacitação. Empresas cobram dos funcionários altos níveis de especialização, mas não lhes dão tempo nem condições financeiras para tal.

O resultado disso tudo são pessoas mal preparadas para a função que devem executar, e às vezes, incapazes de se relacionar em equipe.

Cabe ao gestor criar políticas de desenvolvimento pessoal, para que haja uma melhora contínua tanto em termos profissionais quanto monetários, pois já sabemos o quanto a motivação é importante no mercado de trabalho.

Cada organização pode encontrar uma forma própria de aprimorar este quesito, mas algumas sugestões são:

  • Criar plano de carreira dentro dos hospitais, para dar a oportunidade de crescimento aos seus funcionários;
  • Oferecer descontos e ajuda no pagamento de cursos de especialização (sejam tecnólogos, pós-graduação, ou quaisquer outros);
  • Valorizar a formação de todos os seus funcionários, nos mais diversos níveis;
  • Estabelecer metas;
  • Promover momentos de integração da equipe, como viagens, jantares e outras confraternizações.

Uma forcinha tecnológica é mais que bem-vinda

Ainda há hospitais e gestores resistentes ao uso da tecnologia. Quando bem utilizada, ela só tem vantagens a trazer, ajudando a identificar desperdícios no hospital e podendo ser utilizada para gerar soluções.

Para se combater os desperdícios no hospital, é preciso, principalmente, uma mentalidade mais moderna e dinâmica, não apenas da gestão, mas de todos no ambiente hospitalar.

As modernidades podem resolver problemas simples, como melhorar o fluxo de pacientes numa recepção ou sala de espera, fornecer protocolos interligados, controles eficientes de estoque, e muito mais.

Sem falar que os dados dos pacientes são confidenciais, e o armazenamento de todas essas informações em sistemas com senha restringe o acesso, protegendo os direitos do usuário.

Além de que, aderir às ferramentas e aplicativos que tenham como objetivo facilitar as tarefas diárias do ambiente hospitalar, agiliza os processos, que passam a ser feitos em menos tempo, deixando o profissional “livre” para a realização de outras tarefas – inclusive, em alguns casos, é possível reduzir o número de funcionários, diminuindo os custos.

Para isso, será preciso investir em softwares de qualidade, treinamento do pessoal, e também contratação de profissionais qualificados para manuseio das tecnologias.

E para que tudo saia conforme o esperado, aposte em empresas de confiança e que ofereçam exatamente o que você está precisando!

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OPME

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