Código de barras ou RFID, o que muda?


Quando a tecnologia RFID foi implantada por pioneiros da área da saúde brasileira e depois adotado como padrão pelo governo, muitos se perguntaram por que colocar uma nova tecnologia para informatizar os registros se já existia o código de barras.

Para muitos, a alteração era apenas mais uma forma de “empurrar” custos para a cadeia produtiva, o que aumentaria ainda mais o preço dos remédios, insumos e equipamentos médicos no Brasil.

Muitos se lembraram do episódio da troca das tomadas elétricas, em que o novo padrão adotado pelo governo não seguia nada do que existia pelo mundo, gerando uma corrida por adequação, talvez desnecessária.

Com o tempo, as vantagens do RFID sobre o código de barras começaram a ser notadas e os gestores mais preparados já começaram a adotar a tecnologia, mesmo enquanto o governo e alguns representantes do setor ainda permaneçam se digladiando quanto aos prazos para a implantação final da tecnologia.

RFID vs Código de barras

Vantagens do RFID

O código de barras pode ter sido revolucionário na época da sua criação. Quem não se lembra de ir ao banco ou ao supermercado e ver o caixa digitando uma quantidade enorme de informações em seu terminal quando comparado ao singelo “bip” que ouvimos atualmente quando o código é lido pela máquina?

A tecnologia dos tracinhos pretos e brancos, porém, já está completamente defasada quando aplicada para processos logísticos modernos, principalmente quando colocadas em questão sua precisão, velocidade e capacidade de rastreamento.

Nessa disputa inglória entre RFID e código de barras, o primeiro já começa ganhando de goleada quando a questão é a velocidade. Você não percebe na fila do supermercado, mas em uma contagem de um estoque gigantesco, como o de um hospital ou fornecedor de equipamentos médicos, o RFID pode ser até 25 vezes mais veloz do que o seu concorrente.

Essa velocidade pode ser decisiva para se evitar a perda de um prazo, a realização de uma auditoria, além de diminuir os gastos com recursos de gerenciamento, principalmente humanos.

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Mas a situação piora bastante contra o código de barras quando comparamos a sua precisão com relação ao sistema RFID. Lembremos novamente do supermercado e da dificuldade muitas vezes vista: o operador de caixa virando o produto, limpando o leitor ou passando a mercadoria várias vezes pelo identificador até realizar a leitura. Muitas vezes, farto de tentar, ele apela para a digitação manual do código.

Mais uma vez, se essa imprecisão causa apenas um incômodo passageiro no supermercado ou na agência bancária, ela pode representar uma perda de tempo suficiente para que menos caminhões deixem o depósito todos os dias ou que menos vendas possam ser realizadas devido a um gargalo tecnológico.

A solução costuma representar gastos com mais terminais de processamento, com mais pessoas, maquinário e tudo aquilo que gera despesas maiores para produtos que já são de alto custo, têm data de validade e urgência da chegada ao destino.

Rastreabilidade

A velocidade e a precisão do RFID já deveriam ser suficientes para decidir a disputa, mas a rastreabilidade mostra que nos dias atuais nem há mais o que disputar, pois o código de barras não atende a essa demanda.

O grande problema do código é que ele foi desenhado para identificar tipos de produtos, mas não vários do mesmo tipo. Pode ser útil no supermercado, já que todos os sabonetes da mesma marca e perfume recebem o mesmo código, mas é um grande problema com equipamentos médicos e remédios que precisam ser únicos, com o caminho percorrido por eles, desde o fabricante até o usuário final, medido e armazenado.

Outro problema com o código de barras é a capacidade de armazenamento. Projetado em uma época na qual havia menos dados a serem trabalhados, ele não permite armazenamentos grandes o suficiente para permitir a serialização. O RFID, por sua vez, já foi criado com o propósito de servir para esse fim e tem uma capacidade até 7 vezes maior de guardar informação.

O RFID permite ainda que a etiqueta seja não apenas lida, mas também regravada, ao contrário do código de barras – que precisa ser reimpresso caso haja qualquer alteração.

Sendo assim, não há mais desculpas para a utilização de um sistema datado e ineficiente, pelo menos não no ramo da saúde, no qual precisão e velocidade são fundamentais e a rastreabilidade é lei.

 

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