Cidades inteligentes: Joinville


Você já se imaginou morando em uma cidade inteligente? Mas o que seriam cidades inteligentes, exatamente?

O conceito se aplica a cidades onde o espaço urbano é projetado para promover o uso intensivo de tecnologias, comunicação e informações sensíveis ao contexto por meio de IoT (internet das coisas).

Toda essa tecnologia tem como objetivo principal a sustentabilidade, ou seja, que a cidade funcione de forma independente e consiga entregar alta qualidade de vida aos seus habitantes sem precisar em troca causar destruição dos recursos do planeta.

Cidades inteligentes pelo mundo

cidades inteligentes - masdar

Grandes empresas de tecnologia se juntaram com startups e governos para a construção de cidades inteligentes. A partir disso, praticamente do nada foram erguidas, por exemplo, Songdo, na Coreia do Sul – que pretende ser um grande centro comercial no futuro – e Masdar, em Dubai, que por sua vez, apela para o ecologicamente correto.

Masdar terá um consumo de energia extremamente baixo e ainda contará com uma polícia especial chamada “polícia verde” designada para coibir os abusos do consumo energético pela população.

No Brasil

O Brasil também já está entrando na onda das cidades inteligentes. O país que tem várias metrópoles com mais de um milhão de habitantes, repletas de problemas como trânsito, falta de segurança, falta de moradias e poluição, precisa com urgência revitalizar os sofridos centros urbanos que se espalham principalmente por sua costa.

Para isso, foi realizado na cidade catarinense de Joinville no ano de 2016 um congresso sobre o tema e a cidade saiu na frente das outras em sua meta de se tornar uma das primeiras cidades inteligentes brasileiras.

A motivação para tal foi a perspectiva de que a cidade poderá passar de 1,2 milhão de habitantes nos próximos 20 anos. Com isso, ficará cada vez mais difícil administrar o tráfego e os transportes públicos, a geração de energia e água potável, além de sistemas de recolhimento de lixo e saneamento básico.

A base de tudo é a informação. Acontecimentos corriqueiros como os horários de partidas e de chegadas de ônibus deverão em breve estar ao alcance de todos. Eventos inesperados como acidentes, alagamentos ou a ação de criminosos também serão rapidamente noticiados, provocando contramedidas extremamente rápidas, seja pela população, seja pela governança.

Juntos

O uso massivo da tecnologia é o primeiro passo para proporcionar a comunicação eficiente entre todos os habitantes da cidade. Mas uma grande mudança das cidades inteligentes em relação às antigas é a interação entre o poder público, a iniciativa privada, os acadêmicos e a população.

Os moradores da cidade deixam de ter um papel passivo em que exercem o simples papel de contribuintes, pagando seus impostos e esperando pelos serviços providos pelo governo. As pessoas que habitam uma cidade inteligente são parte integrante de um sistema. Essa junção entre as partes possibilita que tudo o que ocorre na cidade seja notado e registrado.

Além da atuação voluntária dos moradores, as cidades inteligentes também contam com modernos sistemas de sensoriamento. Avançados sistemas de TI estão o tempo todo coletando dados e analisando o comportamento das mais diversas estruturas que compõe o município.

Com essa big data em mãos, o governo e seus pares podem elaborar novos projetos para corrigir os problemas percebidos afim de garantir sempre a qualidade de vida de todos os habitantes.

O exemplo de Joinville

O município catarinense não ficou apenas na promessa de integrar o seleto hall das cidades inteligentes. A cidade realmente está engajada e muitas mudanças já começam a aparecer.

cidades inteligentes - Joinville

Joinville já conta com o uso de tablets pelos alunos do 6° ao 9° anos das escolas municipais, instalou radares e semáforos mais inteligentes que, além de ajudarem a acelerar o trânsito, ainda são elementos fiscalizadores, inclusive com tecnologia OCR que lê os caracteres das placas dos veículos.

A cidade também investiu em um novo portal da prefeitura visando ampliar a participação dos moradores e está trocando a iluminação das ruas por LEDs, cerca de 60% mais econômicos que as lâmpadas tradicionais.

Em paralelo ao que já foi implantado, podemos citar o que vem por aí. A plataforma Fiware, por exemplo, vai reunir e cruzar informações entre empresas, universidades e cidadãos para a busca de soluções em conjunto.

Também será implantado um programa de competitividade e inovação de alto impacto que irá estimular e fomentar soluções de cidades inteligentes e humanas. Esse programa será de grande valia junto a outra ideia, a plataforma TCC. Nela, estudantes universitários serão convidados a utilizarem os seus trabalhos de conclusão de curso como forma prática para ajudar na busca de soluções para os problemas urbanos do município.

Os primeiros passos foram dados para que um dia todas as cidades do mundo também possam ser inteligentes.

Quer conhecer um pouco mais na área de saúde? Veja esse post sobre a internet das coisas e o seu negócio. Até a próxima!


 

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