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BI e Big Data não são as mesmas coisas

Não é nada absurdo afirmar que vivemos em uma época regida pela informação. Somos bombardeados em nossas vidas cotidianas por uma quantidade excessiva de dados de todos os tipos.

Ligue a tevê e tenha mais de uma centena de canais à sua disposição. Acesse a internet, as redes sociais e se depare com um mundo de diferentes possibilidades.

Isso é o que se convencionou chamar de Big Data: nome atribuído à imensa quantidade de dados que coletamos e temos à nossa disposição. No ambiente empresarial, isso é ainda mais perceptível.

Empresas armazenam informações o tempo todo, mas o que é feito com esses inputs? Eles são usados em análises ou apenas guardados e nunca mais vistos? Utilizar os dados históricos para tomar decisões futuras é o que chamamos de Business Intelligence (BI).

Big Data

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O termo Big Data é relativamente novo. O conceito tomou forma no início dos anos 2000 e classifica as informações que pessoas e empresas armazenam em quatro grandes grupos:

  • » Volume: como tudo é armazenado, a quantidade de dados é absurda. Independentemente de análises, tudo é armazenado caso seja necessário e muitas vezes sem muito critério. O conceito de Big Data é especialmente associável com o volume de informações.
  • » Velocidade: com a internet e as comunicações unificadas, os dados fluem de um lado ao outro com uma velocidade impressionante, sendo difícil lidar com isso em tempo real.
  • » Variedade: se antes tudo era papel, hoje as informações estão salvas em diferentes tipos e mídias: texto, imagens, áudio e vídeo estão entre as principais categorias de tudo o que se armazena.
  • » Complexidade: a qualidade das informações é tão extensa que fica complicado juntá-las, gerando incompatibilidades e redundâncias entre diferentes sistemas de informação. São muitos dados, mas como concentrar tudo em diferentes análises?

Essas questões começam a preocupar empresários de todos os setores, como os da saúde. Todos os dias são armazenados milhões de bytes em consultas, prontuários, procedimentos e boas práticas. Um tesouro perdido nos confins da internet ou escondido em discos rígidos. Disponíveis, mas aproveitados inadequadamente.

Business Intelligence

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O conceito de Business Intelligence é um pouco anterior ao Big Data. Já nos anos 90, companhias perceberam a importância de usar o histórico do mercado e delas próprias no planejamento futuro.

É exatamente esse o conceito por trás do Business Intelligence: apoiar-se nos acertos e erros do passado para entender as tendências futuras e se adequar a elas.

Mas, para esse processo acontecer, é preciso se utilizar das ferramentas corretas para separar os dados realmente relevantes em meio ao Big Data que está armazenado. Existem no mercado empresas e profissionais especializados em realizar essas análises, que irão conversar com pessoas-chave na corporação para identificar as reais necessidades das empresas e, com essas informações em mãos, passarão para as outras fases.

Os dados precisarão ser separados ou agrupados, dependendo das necessidades. Um hospital, por exemplo, pode precisar de uma estatística na qual o sucesso de um determinado medicamento será medido, utilizando-se os prontuários utilizados anteriormente.

Será um trabalho bastante árduo para os sistemas envolvidos, já que alguns dados podem se encontrar em locais e mídias diferentes. Apesar da dificuldade, os resultados valem a pena. Ao final de análises utilizando Business Intelligence, um determinado medicamento pode apresentar uma eficácia comprovada de 80%, enquanto outro apenas 50%.

Essas análises podem justificar a compra em grande escala de um medicamento mais caro, agora que está provado ser um investimento válido.

Complementares

Como podemos concluir, Big Data e Business Intelligence estão longe de ser a mesma coisa: o primeiro é a imensa quantidade de dados disponível, já o segundo é o processo usado nas possíveis análises dessas informações. Eles são complementares porque armazenar uma montanha de informações e não fazer nada com elas é, no mínimo, um desperdício de recursos. Por outro lado, as análises de dados são mais confiáveis quando as amostragens são maiores, mais complexas e qualificadas.

Os resultados positivos obtidos pelas empresas que aderiram ao uso do Business Intelligence são um forte argumento para que outras companhias repensem suas estratégias. O uso correto das ferramentas já disponíveis é imprescindível para se manter operacional e competitivo.

business intelligence

Com o Big Data e o Business Intelligence trabalhando em conjunto, cada vez mais poderemos enxergar o futuro por meio das análises do passado.

Agora que você já conhece mais sobre Bi e Big Data, que tal conhecer um pouco mais? Veja nosso post sobre integração de sistemas. Entenda como a integração de sistemas pode auxiliar e muito o operacional.

E não se esqueça de nos contar sua opinião ou experiência nos comentários. Até a próxima!

 


 

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2 comentários em “BI e Big Data não são as mesmas coisas

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