Tecidos humanos na medicina regenerativa!


O campo da medicina regenerativa tem se mostrado bastante promissor nos últimos tempos. A necessidade de substituir órgãos ou tecidos perdidos em decorrência de doenças, acidentes e outros fatores, motivou os pesquisadores a encontrar novos tecidos humanos para substituir os perdidos de alguma maneira.

Se no passado, a substituição de um órgão ou até mesmo da pele humana só era possível por meio de enxertos ou de transplantes, com a medicina regenerativa, a ideia é fazer com que o corpo possa produzir novos tecidos humanos. É nesse ponto que a ciência vem para contribuir com qualidade de vida.

Contribuir porque nosso corpo já possui a capacidade de se regenerar. Quando cortamos um dedo, por exemplo, o corpo inicia um processo de regeneração, popularmente conhecido como cicatrização, para recuperar o dano.

A ideia da medicina regenerativa, assim como da engenharia de tecidos, é ampliar essa capacidade para possibilitar a regeneração de tecidos humanos, em partes hoje impossíveis, como um órgão inteiro ou um membro perdido.

tecidos-humanos

Engenharia de tecidos humanos

Quando sofremos de algumas doenças do tipo degenerativas, nosso corpo costuma perder a batalha contra elas e não se regenera em tempo hábil. Uma pessoa com problemas cardíacos, por exemplo, costuma precisar de um coração transplantado, já que o organismo é incapaz de criar novos tecidos humanos em uma quantidade tempo necessários.

Além dos riscos da cirurgia, o paciente passa, então, a conviver com o risco da rejeição do novo órgão, além de outros problemas causados pela inserção de algo estranho ao corpo.

Ainda não é possível desenvolver um novo coração ou fazer o corpo regenerar o atual, mas já se conseguiu produzir válvulas a partir de células-tronco. Dessa forma, o paciente pode receber válvulas que o corpo irá identificar como familiares, diminuindo em muito o risco de complicações.

Células-tronco

A grande revolução acontecida no campo da medicina regenerativa foi a descoberta das células-tronco. Estas são capazes de se transformarem em outros tipos e isto foio ponto de partida para a rápida evolução que se sucedeu.

celulas-tronco

São três os principais tipos de células-tronco: as embrionárias, que são aquelas encontradas no embrião; as adultas, encontradas, principalmente, na medula-óssea e no cordão umbilical. Por fim, existem as células-tronco conhecidas como pluripotentes modificadas a partir das adultas e produzidas por cientistas em laboratório.

E foi essa descoberta em laboratório, acontecida em 2007, que motivou o maior avanço nos últimos tempos. Antes disso, havia uma grande controvérsia nesses estudos, uma vez que, para se produzir tecidos humanos era preciso buscas essas células em embriões (bebês na fase chamada de blastocisto, cerca de 4 ou 5 dias após a gestação).

Como se pode imaginar, debates religiosos e filosóficos acalorados aconteceram (e ainda permanecem) sobre o assunto, mas o avanço em laboratório conseguiu apaziguar um pouco a polêmica sobre a produção de tecidos humanos pela medicina.

Aplicações

Muitas são as possibilidades de uso para a medicina dos novos tecidos humanos. As principais são a sua aplicação para a reconstrução de órgãos humanos inteiros e para conseguir que o corpo produza sozinho novos tecidos para regenerar partes perdidas ou com algum tipo de má formação.

Em breve, já será possível a realização de transplantes de órgãos totalmente produzidos em laboratório, a partir de células extraídas do próprio paciente.

Em seguida, talvez haja uma revolução no tratamento de queimados, acidentados e pessoas com má formação, devido à possibilidade de reconstruir essas partes com novos tecidos feitos em laboratório.

O último passo, embora ainda muito distante, será dar ao corpo humano a capacidade de realizar regenerações celulares complexas, o que poderá resultar na cura de muitas doenças.

Ainda existem muitos desafios para os cientistas, pois, mesmo com a descoberta das células tronco, faltam recursos para transformá-las nos tipos desejados de célula, além de criar um sistema de entrega para que elas sejam direcionadas para a parte do corpo que realmente precisa delas e não sejam distribuídas de forma aleatória pelo organismo.

O que sabemos é que muitos laboratórios pelo mundo trabalham diária e incessantemente para descobrir essas soluções e que, em um futuro qualquer, eles irão obter sucesso na criação de novos tecidos humanos.

Aproveite este espaço e deixe a sua opinião sobre este assunto. Curiosidades, dúvidas e opiniões irão engrandecer ainda mais esta discussão.


Deixe um comentário

Seu email está seguro conosco.