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A internet das coisas está ajudando a salvar vidas

A Internet das coisas – entenda como a conexão virtual entre produtos pode impactar o setor de saúdeiot

Dispositivos inteligentes, conectados em rede, gerando uma quantidade absurda de dados a cada fração de segundo – já é parte do cotidiano das pessoas. Smartphones, Smart TVs, wearable devices (dispositivos que podem ser vestidos)… Cada vez mais esses produtos invadem nossos cotidianos, mas como essa tecnologia pode ser utilizada de maneira estratégica para melhorar processos na área de saúde?

A saúde é um dos setores de serviços mais abertos às novas soluções tecnológicas, capazes de automatizar e informatizar processos, em busca de mais eficiência e eficácia para negócios e mais acessibilidade para as pessoas. Tanto que o conceito de m-Health, o uso da internet e da tecnologia da informação (TI) em toda a cadeia de atendimento à saúde, está cada vez mais difundido. No Brasil, a tendência é lançada em junho de 2015 pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) com a publicação do documento “Diretrizes de TI para Hospitais Privados – em busca do Hospital Digital”. Criada por um grupo de estudos em TI, que reuniu especialistas de todo o país, a pesquisa oferece instruções de referência para que hospitais brasileiros possam buscar a condição de Hospital Digital, ou seja, a informatização e automatização de todos os processos que estejam vinculados à gestão hospitalar.

A internet das coisasiot-devices tem um papel fundamental na busca pelo Hospital Digital. Produtos inteligentes desenvolvidos especificamente para a área de saúde podem poupar o tempo de médicos e enfermeiros, assim como de toda a logística hospitalar, com a análise de dados automatizada. Por exemplo, o estetoscópio e medidor de pressão, aparelhos indispensáveis à consulta médica. Por que ainda não os substituímos por um dispositivo eletrônico que seja capaz de captar e apresentar informações sobre oxigenação do sangue, batimentos cardíacos e pressão tudo em um só lugar? Uma pulseira que o paciente pode vestir e, por meio de uma nuvem segura, enviar dados em tempo real para sua ficha médica, que pode ser acessada por seu médico em um tablet, no consultório. O mesmo pode servir para um paciente internado. Horários e doses de medicamentos, restrições alimentares, trocas periódicas de curativos, entre outras informações podem ser compartilhadas em toda a cadeia de atendimento hospitalar automaticamente, oferecendo alertas quando algo sai errado. Além disso, é possível que o médico mantenha um controle mais rígido sobre o histórico de saúde do paciente, visto que ele poderá visualizar as informações necessárias a qualquer instante, bastando apenas acessar o seu prontuário eletrônico.

Segundo Guido Dellagnelo, CEO da Gtt Healthcare, empresa catarinense que oferece soluções em autoidentificação para a automatização de processos hospitalares, “a internet das coisas é uma grande aliada da saúde, mas o desafio é como organizar e otimizar o monstruoso volume de informações que os dispositivos podem gerar diariamente”. De acordo com o especialista, a internet das coisas não é somente ter objetos conectados a todo tempo. “As organizações de saúde precisam de soluções tecnológicas que sejam capazes de analisar essa montanha de dados para que de fato seus processos possam ser melhorados, a partir dos resultados e da acessibilidade dessas análises”, explica.

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O executivo conclui mencionando a importância da tomada de decisão dos gestores de hospitais para que essas tendências sejam transformadas em realidade. Ele diz que “as soluções tecnológicas já existem. Agora é preciso que os gestores compreendam a importância da inovação, não apenas como um diferencial de atendimento, mas a possibilidade de atender mais pessoas em menos tempo e com menos colaboradores, revertendo em resultados financeiros significativos em médio prazo”.

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