cinco certos da administração de medicamentos

“5 rights”: os cinco certos da administração de medicamentos

Conheça os cinco certos da administração de medicamentos, e como aplcá-los no seu dia à dia

cinco certos da administração de medicamentos

Tema frequente no noticiário brasileiro, a segurança do paciente vem chamando a atenção de profissionais de saúde e das diretorias de hospitais. Erros na administração de medicamentos, utilização de materiais vencidos, perdas ao longo da cadeia, entre outros equívocos podem significar enormes prejuízos à saúde dos pacientes, assim como à imagem do hospital.

Uma das recomendações mais usadas em todo o mundo para reduzir erros e, consequentemente, possíveis danos ao paciente na administração de medicamentos é adotar como premissa os chamados Five Rights of Medication Management, em uma tradução livre os Cinco Certos da Administração de Medicamentos. Indicada pelo Institute of Medicine (IOM) dos Estados Unidos, a lista é a seguinte:

paciente1. The right patient: o paciente certo – garantir que o paciente a ser medicado é mesmo o paciente correto;

Hospitais podem ser locais de grande confusão e stress. Muitas vezes o número alto de pacientes, acompanhantes e outros profissionais é grande e pode haver certa confusão sobre quem é o paciente a ser tratado. Identificar o paciente antes de realizar qualquer procedimento é de extrema importância.

 

droga certa

2. The right drug: o medicamento certo – certificar-se de que a medicação é a certa para aquele paciente;

Um profissional de enfermagem pode estar encarregado da medicação de dezenas de pacientes. Antes de administrar qualquer medicação e depois de ter identificado o paciente, é preciso ter certeza de estar administrando a medicação correta. Um erro aqui pode trazer consequências sérias.

 

via certa

3. The right route: a via certa – oral, sublingual, tópica… confirmar o uso correto do medicamento;

Mesmo profissionais experientes podem se confundir e aplicarem numa veia um medicamento prescrito para ser intramuscular. Esse tipo de erro pode ser catastrófico e, assim como os acima descritos, pode até mesmo levar um paciente ao óbito. É imprescindível que o administrador saiba onde e como aplicar um medicamento ao fazê-lo.

 

dose certa

4. The right dose: a dose certa – evitar superdosagem ou infra dosagem, acertando a dose indicada;

Como dito anteriormente, um dos itens da lista é a hora certa porque o excesso de medicamento pode ser altamente perigoso para o paciente. O mesmo vale para a dose certa. Diferentes tipos de pacientes precisam de doses distintas de medicamentos, tudo baseado na condição, idade, peso, gênero e vários outros fatores que influenciam no quanto de remédio deve ser administrado.

 

time

5. The right time: a hora certa – aplicar o medicamento nos horários previstos.

remédios precisam ser administrados dentro de horários específicos ou seus efeitos podem ser ineficazes, ou pior, extrapolados. A supermedicação é perigosa e precisa ser evitada.

 

Quando um erro de medicação acontece, a primeira atitude adotada pela maioria das organizações de saúde e, principalmente pela mídia, é culpar o(a) enfermeiro(a). Entretanto, de acordo com os estudos mais recentes da administração hospitalar, os five rights não devem ser adotados somente pela equipe de enfermagem, mas incorporados a todos os processos hospitalares que envolvam o gerenciamento de medicamentos e pessoas, sejam elas pacientes ou funcionários.

cinco certos da administração de medicamentos

A existência dos 5 certos é importante como guia de atuação para profissionais de saúde, mas ela não é nada sem que sejam criadas regras e procedimentos práticos a partir da ideia. Saber que é preciso administrar o medicamento no paciente certo, todo profissional da área sabe, mas a pergunta que precisa ser respondida é: Como fazer a identificação?

Para isso é preciso que haja um plano de ação e um treinamento adequado. Peguemos como exemplo uma unidade neonatal de um hospital de grande porte. Bebês estarão chegando e saindo o tempo todo, mas há exames a serem coletados e remédios a administrar. Pode um enfermeiro confiar apenas na identificação colocada no leito? E se outro enfermeiro colocou um bebê no leito errado?

Para se prevenir esse tipo de engano é que se coloca pulseiras em cada criança com informações básicas que podem ser lidas pelo profissional e outras que devem ser lidas por algum tipo de scanner. Pode-se por exemplo criar um procedimento onde tanto o remédio a ser administrado quanto o paciente sejam “lidos” no momento da aplicação e o sistema irá checar se todas as premissas estão corretas e indicar “luz verde” para o enfermeiro.

Conhecer os 5 certos e implantar sistemas e procedimentos para atingi-los é mais barato e vantajoso para os hospitais do que administrar os prejuízos causados por algum tipo de falha nessas condutas. Ganha o paciente, ganham os profissionais da área e também as instituições.

“Para isso, é preciso que os setores de tomada de decisão das organizações de saúde adotem as mais inovadoras técnicas e ferramentas da gestão hospitalar, com a implantação de soluções de Tecnologia da Informação (TI) criadas especificamente para esta área”, diz Gustavo Ramos, Coordenador de desenvolvimento de software da Gtt Healthcare, empresa de tecnologia catarinense que oferece soluções em tecnologias de autoidentificação e automatização de processos hospitalares.

Sistemas de localização em tempo real (RTLS), por exemplo, são capazes de oferecer controles de acesso, monitoramento de visitantes, mapa de calor por pessoa e ambiente, gestão e localização de medicamentos e ativos, entre outros benefícios. Segundo Ramos, “a informatização e automatização da gestão hospitalar por meio do uso de novas tecnologias possibilita a visão ampla e também específica de todos os processos que envolvam a segurança do paciente, conferindo ao gestor mais controle sobre suas equipes de colaboradores para uma melhor performance”.


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